- A Quaest aponta Lula liderando o primeiro turno com 35% a 39%, enquanto Flávio Bolsonaro fica entre 29% e 33%.
- Em um eventual segundo turno, a vantagem de Lula sobre Flávio fica em cinco pontos percentuais.
- Dados mostram 55% dos eleitores acham o Brasil na direção errada; 57% dizem que Lula não merece mais quatro anos.
- A taxa de rejeição é 54% para Lula e 55% para Flávio.
- Entre indecisos, apoio a Lula como mal menor cai de 37% para 31%, e apoio a Flávio como menos ruim sobe de 21% para 26%.
Análise da Quaest aponta que Lula transforma a sucessão em uma guerra política, antevendo Flávio Bolsonaro como principal antagonista. A pesquisa, divulgada nesta quarta-feira, coloca o presidente em campanha com a mochila pesada, sem avanços expressivos no campo de batalha eleitoral.
Lula lidera todos os cenários de primeiro turno, entre 35% e 39%. Flávio Bolsonaro fica em segundo, entre 29% e 33%, consolidando a diferença após ganhar votos principalmente de Ratinho Júnior. A polarização tende a se manter.
Num eventual segundo turno, a vantagem de Lula sobre Flávio cai para cinco pontos percentuais, segundo o levantamento da Quaest. Ainda segundo o estudo, a continuidade de João Doria não aparece como cenário dominante.
Cenários de rejeição e indecisos
Mais da metade do eleitorado (55%) acredita que o Brasil caminha na direção errada. Setenta por cento dos entrevistados veem problemas na gestão do governo atual. A rejeição a Lula é de 54%, próxima da de Flávio, em 55%.
Entre os independentes, grupo-chave para o pleito, houve queda do antigo viés de voto útil. Lula como mal menor cai de 37% para 31%, enquanto Flávio é visto como menos ruim por 26% dos independentes, ante 21%.
Panorama da campanha
A reeleição costuma ser um plebiscito sobre o governo. A Quaest aponta que Lula já carrega o fardo de ter sido elevado ao patamar de manutenção de poder, sem queda na popularidade ao longo de mais de um ano. A desaprovação supera a aprovação, com déficit de quatro pontos.
Para inverter esse equilíbrio, o estudo sugere que Lula precisa recuperar minutos de tempo de mídia e ampliar apoio, pois o tempo de campanha corre e as decisões tendem a avançar rapidamente. As informações presentes na pesquisa destacam sinais de desgaste que poderão influenciar o desempenho futuro.
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