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Associações dizem faltar juízes e promotores para defender penduricalhos

Associações defendem manter verbas indenizatórias além do teto, citando déficit de juízes e promotores e respaldo legal para a medida

Sob relatoria de Dino, reclamação sobre honorários de procuradores municipais transformou-se em ferramenta para suspender "penduricalhos" em todos os três poderes. (Foto: Victor Piemonte/STF)
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  • Grupo de 11 associações de juízes, de procuradores e de tribunais de contas pediu ao ministro do STF Flávio Dino que revise a decisão e mantenha o pagamento das verbas além do teto de R$ 46.366,19, os chamados penduricalhos.
  • A defesa sustenta que há leis e resoluções que autorizam esses pagamentos e aponta déficit de magistrados e de membros do Ministério Público como justificativa para a política remuneratória.
  • A reportagem cita emenda constitucional de 2024 que retirou do teto as verbas indenizatórias, mas afirma que o Congresso precisa aprovar uma lei regulamentadora que ainda não foi criada.
  • O recurso lembra que a suspensão dos pagamentos antes da lei regulatória não seria a melhor solução e traz a lista de signatários: Associação dos Magistrados Brasileiros, Anamatra, Ajufe, Ajufem, Conamp, ANPR, ANPT, ANMPM, Anadep, Atricon e Amagis-DF.
  • O TJSP também pediu revisão, argumentando que a ação tratava apenas de honorários de procuradores municipais de Praia Grande e questionando o poder de Dino para alterar pagamentos em todos os poderes.

Diante de decisões sobre o teto remuneratório, um grupo de 11 associações ligadas a juízes, membros do Ministério Público e tribunais de contas pediu ao STF que reavalie a decisão que mantém pagamentos acima do teto de R$ 46.366,19. A petição, apresentada nesta terça-feira, defende a continuidade dessas verbas e cita amparo em leis e resoluções.

Segundo os signatários, há déficit de magistrados e de membros do Ministério Público no Brasil, sobretudo nos cargos iniciais, o que justificaria manter a política de remuneração acima do teto enquanto o quadro não se equilibra. Fotos de relatórios anexados demonstram a falta de efetivo no Judiciário.

A peça sustenta que, além de normas do CNJ e CNMP, houve uma emenda constitucional em 2024 que retirou do cálculo do teto as verbas indenizatórias. O texto também aponta que o Congresso não aprovou a lei prevista para regulamentar os penduricalhos, o que, segundo as associações, não recomenda suspensão prematura.

Associações signatárias

  • Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB)
  • Anamatra
  • Ajufe
  • Ajufem
  • Conamp
  • ANPR
  • ANPT
  • ANMPM
  • Anadep
  • Atricon
  • Amagis-DF

TJSP também pediu revisão

O Tribunal de Justiça de São Paulo afirmou que a ação tratou apenas de honorários de procuradores municipais de Praia Grande. O TJSP argumenta que Dino não poderia alterar pagamentos em todos os poderes, questionando a extensão da reclamação e o contraditório institucional.

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