- O ministro André Mendonça foi sorteado como novo relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal, após a saída de Dias Toffoli.
- Toffoli deixou a relatoria após reunião entre os ministros, conforme nota conjunta, a pedido do próprio magistrado.
- Investigações apontam pagamentos de pelo menos R$ 20 milhões ao ministro, segundo conversas entre Vorcaro e Zettel.
- Os repasses ocorreram anos após a venda do resort Tayayá pela Maridt; o contrato envolvendo o fundo Arleen foi assinado em 2024.
- Toffoli nega ter recebido diretamente de Zettel ou Vorcaro; colegas ressaltaram a validade dos atos praticados e apoiaram o ministro.
Após a saída de Dias Toffoli, o STF sorteou o ministro André Mendonça como novo relator do caso Master. A escolha ocorreu por sorteio, com o objetivo de conduzir o processo até a elaboração do relatório para julgamento.
Toffoli deixou a relatoria após reunião entre os dez ministros. Em nota conjunta, a Corte informou que a saída foi solicitada pelo próprio ministro, em meio a desdobramentos do caso envolvendo o banco Master.
O contexto envolve revelações de conversas entre Toffoli e Daniel Vorcaro, dono do Master. A Polícia Federal entregou novos pedidos de investigação ao presidente do STF após encontrar material no celular do banqueiro, segundo apurou o portal UOL.
Toffoli confirmou ser sócio da Maridt, que já esteve ligada ao resort Tayayá, no Paraná. Em 2021, parte da empresa foi vendida ao fundo Arleen, ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Segundo investigações, pagamentos teriam ocorrido pelo Arleen.
Segundo fontes, o ministro negou ter recebido recursos de Zettel ou Vorcaro. Ainda de acordo com a defesa, Toffoli afirma desconhecer o gestor do fundo e nega relação de amizade com o proprietário do banco Master. A venda do resort ocorreu em 2021, conforme nota do ministro.
Colegas de Toffoli manifestaram apoio ao colega, destacando a validade dos atos praticados e afirmando que ele atendeu a pedidos da PF e da PGR ao conduzir o caso Master. A avaliação interna é de confiança no andamento do processo.
O relatório da PF aumentou a pressão sobre Toffoli, que já era alvo de questionamentos sobre a condução do caso no STF, inclusive por ter puxado o caso para o tribunal sem foro privilegiado, a pedido da defesa de Vorcaro.
Em 29 de novembro, Toffoli viajou de jatinho para Lima, no Peru, para acompanhar a final da Libertadores. O voo contou com a presença de Augusto Arruda Botelho, advogado de um dos diretores do Master. A viagem gerou controvérsia na época.
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