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Checagem parceira do STF corrige versão sobre Toffoli e Tayayá

Lupa atualiza checagem após Toffoli integrar quadro societário da Maridt, ajustando o conteúdo sobre o Tayayá com nova contextualização

O ministro Dias Toffoli na sessão do plenário do STF em 12 de fevereiro. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
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  • Em 2024, a agência Lupa afirmou que o ministro Dias Toffoli não era dono do resort Tayayá, desmentindo um vídeo circulando na época.
  • Com o avanço do escândalo do Master, a nota da Lupa saiu de “falsa” para “informação sem contexto”, sem reconhecer erro explícito.
  • Nesta quinta-feira (12), o gabinete de Toffoli confirmou que ele foi sócio da empresa Maridt, que integrava o quadro societário do resort no interior do Paraná.
  • A Lupa atualizou a checagem para incluir a participação de Toffoli na Maridt, destacando que a nota original já mencionava a Maridt como proprietária.
  • O programa de checagem terceirizada da Meta foi encerrado em janeiro de 2025; essas checagens eram usadas para reduzir alcance de conteúdos e geraram críticas, especialmente durante eleições.

A agência de checagem Lupa, parceira do STF no programa de combate à desinformação, alterou sua avaliação sobre a suposta participação de Dias Toffoli na propriedade Tayayá. Em 2024, a Lupa declarou que o ministro não era dono do resort localizado no interior do Paraná, desmentindo um vídeo que circulava na época.

A mudança ocorreu no contexto do escândalo conhecido como Master. A nota que antes classificava a informação como falsa passou a chamá-la de informação sem contexto, sem admitir erro na versão anterior. O gabinete de Toffoli confirmou, em 12 de dezembro, que ele foi sócio da Maridt, empresa de participações que integrava o quadro societário do Tayayá à época.

Atualização da checagem

A Lupa atualizou o conteúdo para incluir a posição do gabinete de Toffoli, afirmando que o ministro integrava o quadro societário da Maridt. A agência destacou que, na publicação original de dezembro de 2024, já constava a menção da Maridt, mas não o vínculo direto de Toffoli. O texto revisado acrescenta o complemento apresentado pelo gabinete.

Contexto técnico e repercussões

As checagens da Lupa faziam parte do programa Third-Party Fact-Checking da Meta, que operou até janeiro de 2025 e permitia etiquetagem de conteúdos e redução de alcance. Críticos questionaram impactos como shadowban e restrições de perfis, sobretudo em momentos eleitorais. A relação entre checagem terceirizada e políticas de plataformas segue tema de debate público.

Contato com a agência

A reportagem buscou a Lupa pelos canais oficiais para esclarecimentos e aguarda retorno. A matéria mantém o foco em fatos verificáveis, sem indicar conclusões ou opiniões sobre o caso.

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