- O presidente Gustavo Petro denunciou dois novos complôs durante um Conselho de Ministros: uma tentativa de assassinato enquanto ele viajava de helicóptero e uma suposta conspiração para envolvê-lo com drogas, visando sabotar encontro com Trump.
- Petro afirmou ter informações sobre uma operação para plantar substâncias psicoativas, cocaína, com o objetivo de desestabilizar a reunião com o ex-presidente dos Estados Unidos; pouco depois, um general da Polícia foi afastado do serviço.
- Há divergências entre agências de inteligência sobre a origem das informações, com diferentes leituras sobre quem forneceu os dados ao presidente.
- O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, pediu que as forças de segurança intensifiquem a inteligência e que haja estudo oficial da denúncia; a acusação envolve também o ministro do Interior, Armando Benedetti, e o general Edwin Urrego.
- A disputa entre grupos de inteligência e militares persiste, com críticas mútuas sobre métodos e confiabilidade, ampliando um clima de desconfiança em torno das denúncias de Petro.
Um novo episódio de tensão política envolve o presidente Gustavo Petro, em meio a denúncias de complôs e alegações sobre uso de drogas para vincular o chefe de Estado a atividades criminosas. Petro afirmou, durante um Conselho de Ministros, que houve planos para prejudicar sua relação com o presidente dos EUA, e que houve tentativa de colocação de substâncias psicoativas no carro presidencial. A acusação surgiu após ele relatar um suposto atentado durante viagem de helicóptero e uma operação destinada a sabotar encontros internacionais.
Segundo o relato, o helicóptero que transportava Petro precisou desviar o trajeto e o aterrissagem ocorreu após várias horas sobre o oceano. Não há detalhes públicos sobre a natureza da ameaça nem sobre os autores, conforme o presidente apresentou. Em paralelo, Petro citou uma conspiração para plantar cocaína com o objetivo de inviabilizar sua reunião com Donald Trump na Casa Branca na semana anterior.
A denúncia sobre a cocaína gerou desdobramentos para a cúpula policial e militar. Entre as versões, há menção a uma suposta manipulação de informações pela Direção Nacional de Inteligência, órgão ligado à presidência, e críticas a setores da inteligência militar. Há ainda alegações de contatos com agências estrangeiras em um cenário de tensões regionais.
Ministro da Defesa ordenou reforçar a atuação de inteligência e contrainteligência das forças armadas e policial. O anúncio enfatizou a coleta de informações para avaliar oficialmente a veracidade das acusações. Em meio aos desdobramentos, o general Edwin Urrego, alvo indireto das acusações, negou envolvimento, enquanto o ministro do Interior manteve a cobrança por apurações independentes.
Ao longo do dia, Petro manteve a linha de que informações sobre ameaças são usadas como instrumento político. Analistas apontam que o ambiente de desconfiança entre Petra e setores da inteligência reduz a percepção de credibilidade das denúncias apresentadas. O episódio ocorreu em meio a outras controvérsias envolvendo a imprensa e investigações sobre financiamentos eleitorais ligados ao governo.
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