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Congresso rejeita tarifas sobre Canadá com apoio de republicanos

Seis republicanos se alían a demócratas para anular aranceles a Canadá, imponiendo un revés político a Trump y aumentando la incertidumbre comercial

Thomas Massie y Ro Khanna, en Washington, el 9 de febrero.
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  • A Câmara dos Representantes aprovou uma resolução para invalidar os aranceles de 25% impostos pelo presidente Donald Trump sobre importações do Canadá, com apoio de seis republicanos.
  • A votação ficou em 219 a 211, mostrando o recuo de alguns legisladores republicanos aliados aos democratas.
  • Trump ameaçou deixar claro que republicanos que votassem contra os aranceles enfrentariam consequências nas eleições, incluindo primárias.
  • O caminho agora segue para o Senado, onde a medida pode ser aprovada por maioria simples; se passar, voltará à Casa Branca para veto de Trump, que exigiria dois terços para reverter.
  • A votação reflete o desgaste entre republicanos diante da guerra comercial e da pressão econômica sobre famílias, em meio ao ano eleitoral. Os seis Republicanos que migraram ao-dem marcaram a posição, junto com Jared Golden, o único democrata que votou contra.

Dois terços da Câmara de Representantes dos EUA votaram para rejeitar os aranceles impostos por Donald Trump a produtos brasileiros? Não. Os impostos foram dirigidos à Canada. A resolução, aprovada por 219 votos a 211, anulou a declaração de emergência que autorizou os gravames no ano passado. Seis republicanos se juntaram aos democratas para sustentar a oposição aos aranceles.

Entre os republicanos que votaram com os democratas estão Kevin Kiley (Califórnia), Thomas Massie (Kentucky), Don Bacon (Nebraska), Brian Fitzpatrick (Pensilvânia), Jeff Hurd (Colorado) e Dan Newhouse (Washington). Jared Golden, o único democrata a votar contra a resolução, manteve posição divergente dentro do partido.

Antes da votação, o presidente Trump havia ameaçado punir quem votasse contra os aranceles com impactos eleitorais, incluindo primárias. Em resposta, o deputado Massie ressaltou que a autoridade fiscal reside na Câmara e que a aprovação de medidas de política econômica não deve ficar a critério do Executivo.

Desdobramentos políticos

O Congresso já enfrentava pressão sobre o custo de vida, com famílias buscando estabilidade econômica. A medida, no entanto, deve seguir para o Senado, onde uma maioria simples pode aprovar. Caso passe, caberá ao presidente vetar ou não a proposta, o que exigiria dois terços de ambas as casas para reverter o veto.

A votação sinaliza um desgaste entre alguns republicanos com a atuação da Casa Branca, especialmente diante de controvérsias comerciais e migratórias em ano eleitoral. O Senado já se posicionou contrariamente aos aranceles em ocasiões anteriores, mas ainda não decidiu sobre a resolução desta vez.

Trump justificou o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência para impor tarifas de 25% a Canadá e México, alegando cooperação insuficiente na contenção de imigração e no combate ao tráfego de fentanyl. A disputa ocorre em meio a um panorama eleitoral incerto para os conservadores.

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