- A CPI do Crime Organizado, presidida pelo senador Fabiano Contarato, vai votar requerimentos para convocar o ministro Dias Toffoli e seus irmãos após informações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
- A Polícia Federal encontrou conversas entre Toffoli e Vorcaro com referências a pagamentos e convite para festa; Toffoli negou qualquer relação, chamando as informações de ilações.
- A próxima sessão da CPI, marcada para o dia 24, também deve aprovar a quebra do sigilo da gestora de investimentos Reag, ligada ao Master, para esclarecer possíveis vínculos.
- Também estão previstas a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de João Carlos Mansur, fundador da gestora, além de sua convocação; o Banco Central pode encaminhar o processo de liquidação da instituição.
- Toffoli reconheceu ter sido sócio da Maridt Participações, com os irmãos, que detinha cotas do resort Tayayá no Paraná; ele afirma ter deixado a empresa antes de ser sorteado para relatar o caso no STF.
A CPI do Crime Organizado pode apresentar requerimentos para ouvir o ministro Dias Toffoli, do STF, e seus irmãos, José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli. A medida decorre de mensagens envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, que teve atividades encerradas. A revelação gerou uma cobrança por esclarecimentos na comissão.
Polícia Federal encontrou conversas entre Toffoli e Vorcaro, com menções a pagamentos e até convites para festas, segundo apurações divulgadas recentemente. O ministro negou qualquer relação com Vorcaro e classificou as informações como ilações, em notas oficiais.
A presidente da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou que ninguém será blindado, independente da função. Em sessão marcada para o dia 24, está na pauta o pedido de quebra de sigilo da gestora Reag, ligada ao Master, para esclarecer vínculos financeiros que possam indicar irregularidades.
Entre as ações previstas pela CPI, está a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do fundador da Reag, João Carlos Mansur, e a convocação dele para depor. Também será requisitado ao Banco Central o envio do processo administrativo completo que resultou na liquidação extrajudicial da gestora.
Toffoli já emitiu duas notas na tentativa de esclarecer o assunto. Em uma delas, o ministro admitiu ter sido sócio de uma empresa com os irmãos, que detinha participações em um resort no interior do Paraná. Afirmou, porém, que não houve relação de amizade com Vorcaro e que não houve recebimento de valores.
Segundo as declarações, Toffoli deixou de fazer parte da empresa antes de ser sorteado para relatar o caso no STF, em novembro de 2025. A gestão da Maridt Participações, ligada aos irmãos, foi apresentada como familiar e registrada, com atuação de acordo com a Lei Orgânica da Magistratura.
As informações sobre o resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), também entraram na discussão. Funcionários o apontam como proprietário, embora haja versões divergentes entre Toffoli e familiares sobre a participação efetiva. A esposa do ministro, Cássia Pires Toffoli, afirmou desconhecer a ligação.
Além disso, José Eugênio Toffoli confirmou a participação societária, mas sem detalhar a relação com o ministro. Em contrapartida, uma de suas entrevistas anteriores não detalhava a extensão da sociedade, mantendo a versão de dúvidas sobre o tema.
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