- Dirigente do PT, Jilmar Tatto, disse à CartaCapital que é plausível abrir mão de Geraldo Alckmin como vice de Lula para atrair o centro.
- A ideia envolve ceder a vice a um grande partido de centro, como o MDB, para fortalecer alianças e observar o impacto na leitura da campanha.
- Mesmo assim, o cenário não é simples: Alckmin é vice leal a Lula, tem apoio do PSB e há resistência interna em etapas do MDB.
- Lula já sinalizou que Alckmin e o ministro Fernando Haddad têm papel em São Paulo; há resistência de que disputem o governo estadual contra Tarcísio de Freitas.
- Há também um racha dentro do MDB: apenas parte dos diretórios estaduais é favorável a uma aliança com Lula; há quem prefira manter distanciamento.
O dirigente do PT e integrante da comissão executiva nacional, deputado federal Jilmar Tatto, afirmou à CartaCapital que é plausível não manter Geraldo Alckmin como vice de Lula na eleição deste ano para abrir espaço a um partido de centro. A ideia seria atrair alianças adicionais para a postulação presidencial.
O desdobramento mostra o dilema atual: Alckmin é vice leal a Lula e conta com o total apoio do PSB para permanecer ao lado do presidente na chapa de 2026. Por outro lado, há perspectiva de ofertar a vice a um grande partido, como o MDB, visando aproximar esse bloco do governo e reduzir a força de candidaturas de adversários, como o PL de Flávio Bolsonaro.
Tatto explicou que o objetivo é formar uma frente democrática que inclua o centro, ressaltando que não há eleição garantida e que o pleito pode exigir ajustes estratégicos. Lula já sinalizou que Alckmin e o ministro Fernando Haddad têm papel a cumprir em São Paulo, porém ambos resistem a disputar o governo estadual frente a Tarcísio de Freitas.
A viabilidade de uma vice-presidência do MDB dependerá de avaliações internas da legenda, que enfrenta divisas regionais. Pesquisas internas indicam resistência de parte dos diretórios estaduais, especialmente no Sul e Sudeste, enquanto o Norte e o Nordeste demonstram maior possibilidade de adesão a uma coalizão que inclua Lula.
Tatto reforçou que a posição de qualquer partido do centro pode mudar se o presidente oferecer a vice, mantendo a linha de que alianças fortes são essenciais para ampliar as chances eleitorais. A situação envolve ainda a decisão de Alckmin sobre seu papel na eleição, já que sua participação direta no pleito paulista também é tema de debate dentro do PSB.
Relatos de bastidores indicam que, para aliados de Lula, manter o foco em ampliar o arco de alianças é prioritário, mesmo diante de resistências em parte das legendas que hoje não apoiam o governo. A Secretaria de Relações Institucionais do PT não comentou o assunto até o fechamento desta edição.
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