- Integrantes do Planalto avaliam que a crise envolvendo o ministro Dias Toffoli e o Banco Master já contamina a imagem do STF e defendem afastamento temporário do ministro para tentar conter o desgaste.
- O discurso oficial é de que o governo não vai se meter em assuntos internos do STF, mas há preocupação com revisões e ataques a julgamentos, principalmente sobre os atos de 8 de janeiro.
- Fachin convocou uma reunião no STF para apresentar o relatório da Polícia Federal sobre dados do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que cita o nome de Toffoli; Toffoli também enviou resposta ao relatório.
- Toffoli admitiu ser sócio da empresa Maridt e negou amizade ou pagamentos de Vorcaro; o STF informou que Fachin já enviou o relatório da PF à Procuradoria-Geral da República para manifestação.
- O senador Alessandro Vieira protocolou na PGR uma representação para que o STF peça a suspeição de Toffoli, com o objetivo de afastar o ministro da relatoria do inquérito sobre fraudes no Master.
O núcleo do governo Lula avalia que a crise envolvendo o ministro Dias Toffoli e o Banco Master já contamina a imagem do STF. Em avaliações dos bastidores, alguns gestores sugerem que Toffoli se afaste temporariamente da corte para conter desgaste institucional. A abertura ocorre em meio a críticas sobre julgamentos sensíveis, como os atos golpistas de 8 de janeiro.
O debate entre integrantes do Planalto não é público, mas aponta para a necessidade de apuração aprofundada do caso Master. O objetivo, segundo pessoas próximas, é manter a credibilidade do STF e evitar que decisões sejam alvo de revisões ou ataques políticos.
Nesta quinta-feira 12, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve contato com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, em meio à crise. O tema foi discutido, segundo fontes, no âmbito de entender caminhos institucionais para o desfecho.
No STF, o presidente Edson Fachin convocou uma reunião com ministros para discutir o relatório da Polícia Federal sobre dados do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O documento menciona o nome de Dias Toffoli.
Também nesta data, Toffoli divulgou nota na qual admite ser sócio da Maridt, empresa ligada ao Master, e que vendeu um resort no Paraná para fundos vinculados ao banco. O ministro negou amizade ou pagamentos de Vorcaro.
A consulta na PGR avança: um senador protocolou representação para pedir a suspeição de Toffoli na condução do inquérito que apura fraudes bilionárias no Master. O objetivo é o afastamento imediato do magistrado da relatoria.
Representantes do governo destacam que a investigação sobre o Master deve seguir até o fim, independentemente de pressões. A prioridade é esclarecer as possíveis relações entre operadores e fundos ligados ao banco.
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