- O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) acionou a Procuradoria-Geral da República para afastar o ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master.
- Vieira pediu à PGR a abertura de inquérito específico para investigar suposta relação entre Toffoli e terceiros por meio da empresa Maridt.
- A motivação envolve indícios revelados pela Polícia Federal no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, segundo o senador.
- Toffoli já negou as acusações, disse não ser amigo de Vorcaro e afirmou não ter recebido pagamentos do empresário.
- O procurador-geral Paulo Gonet já rejeitou três pedidos da oposição pelo afastamento; caso a representação de Vieira seja acatada, o STF decidirá em plenário sobre suspeição.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, solicitou à Procuradoria-Geral da República o afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master. O pedido também inclui a abertura de um inquérito específico para investigar a relação entre Toffoli e terceiros pela empresa Maridt. A defesa, segundo Vieira, busca preservar a imparcialidade do Judiciário.
A solicitação foi divulgada nesta quinta-feira (12) pelo senador nas redes sociais. Vieira afirma que existem indícios suficientes para a intervenção do Supremo no caso, citando suposto vínculo comercial entre o ministro e o investigado, o que poderia comprometer a julgamento.
Contexto e desdobramentos
Toffoli nega vínculos com Vorcaro e afirma não ter recebido pagamentos. Caso a representação tenha acolhimento, o STF deverá analisar a suspeição em plenário. O Ministério Público já avaliou pedidos similares apresentados pela oposição sem acatar as solicitações.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou três pedidos da oposição envolvendo Toffoli. Ainda estão em análise uma representação do senador Eduardo Girão (Novo-CE) e uma baseada em relatório da PF. O tema permanece sob avaliação no âmbito do Ministério Público antes de qualquer decisão final.
Decisões anteriores e próximos passos
Em janeiro, Gonet arquivou representações apresentadas por deputados que pediam o afastamento do ministro. A argumentação foi de que o caso já é alvo de apuração no STF, com atuação regular da PGR. A pasta entende que não há providência adicional a ser adotada no momento.
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