- O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso Banco Master; a investigação passa a ser conduzida por André Mendonça.
- Caso Toffoli seja declarado suspeito, os atos praticados por ele no processo poderiam ser anulados, conforme o regimento interno do STF.
- A Polícia Federal trouxe informações ligando Toffoli a sócio de empresa ligada ao Banco Master, o que aumentou a pressão pela suspeição; o senador Alessandro Vieira pediu formalmente à PGR que analise o afastamento do ministro.
- Toffoli negou irregularidades; colegas afirmaram que ele deveria ter recusado a relatoria desde o início.
- O Planalto analisou impactos da crise sobre o STF e cogitou afastamento temporário do ministro para conter desgaste institucional.
O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria das investigações do caso Banco Master, prazo em que o STF redistribuiu o processo. A mudança ocorreu nesta quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, com André Mendonça assumindo como relator. A decisão preserva atos já praticados pelo ministro.
A discussão sobre suspeição envolve a imparcialidade do magistrado. Se Toffoli fosse declarado suspeito, os atos dele no processo poderiam ser anulados, conforme o regimento interno do STF. O tema ganhou força após a Polícia Federal levantar indícios envolvendo o empresário Daniel Vorcaro.
O relatório da PF mencionou Toffoli em dados do celular de Vorcaro, aumentando a pressão por afastamento ou suspensão da relatoria. A PF enviou o material ao presidente do STF, Edson Fachin, para avaliação de eventual suspeição, sem pedir formalmente a remoção do ministro.
A suspeição pode ser instaurada por várias vias: pelo Procurador-Geral, pelo presidente do STF, pela defesa dos acusados ou pelo próprio ministro. O processo passa pela análise inicial do presidente, votação entre os ministros e, se aprovado, um sorteio para definir nova relatoria.
Além da suspeição, há o impedimento, que envolve critérios objetivos de parcialidade, como parentesco próximo entre juiz e partes. Enquanto a discussão tramita, Toffoli afirma não ter conhecimento de irregularidades envolvendo os gestores dos fundos vinculados ao Banco Master.
A crise em torno de Toffoli levou a avaliações de que a imagem do STF sofreu abalo entre integrantes do Planalto e da advocacia. Em meio à tensão, houve pedidos para afastamento temporário do ministro, visando conter o desgaste institucional.
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