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Toffoli deixa a relatoria do caso Master no STF

Toffoli deixa a relatoria do caso Master no STF; decisão ocorre após reunião de ministros e novos indícios da Polícia Federal sobre o banco

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. — Foto: Rosinei Coutinho/STF
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  • O ministro Dias Toffoli deixou nesta quinta-feira a relatoria das investigações do Banco Master no STF, após reunião entre os ministros.
  • A troca ocorre no contexto de avanços da Polícia Federal na apuração sobre o caso e de um relatório enviado ao Supremo na última segunda-feira, que traz referências ao magistrado a partir de dados de celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
  • O presidente do STF, Edson Fachin, informou aos colegas sobre os achados da PF na reunião.
  • Toffoli também encaminhou o relatório à Procuradoria-Geral da República (PGR).
  • Em nota, Toffoli esclareceu que integra o quadro societário da empresa Maridt, negando relação pessoal ou financeira com Vorcaro; disse que a administração da empresa é feita por parentes e que a condição é permitida pela Lei Orgânica da Magistratura.

O ministro Dias Toffoli, do STF, deixou nesta quinta-feira a relatoria de investigações que envolvem o Banco Master. A saída ocorre após reunião de ministros da Corte, em meio aos avanços da Polícia Federal no caso. A decisão manteve o andamento do processo dentro da pauta da Suprema Corte.

Relatórios da PF enviados ao STF recentementes citam menções ao magistrado, com dados obtidos a partir do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O presidente da corte, Edson Fachin, informou aos colegas sobre os achados na reunião.

Toffoli também remeteu o material à Procuradoria-Geral da República (PGR). O magistrado afirmou, em nota, que participa de uma empresa, a Maridt, em quadro societário, mas que a administração é exercida por parentes.

Contexto das investigações

As apurações sobre irregularidades na gestão do Banco Master chegaram ao STF em dezembro. Na ocasião, Toffoli determinou que o caso tramitasse na corte, após tramitação inicial na Justiça Federal em Brasília.

Em janeiro, o ministro autorizou prorrogação das investigações e uma operação da PF que incluiu buscas em endereços ligados ao controlador da instituição e a familiares, como o pai, a irmã e o cunhado de Vorcaro.

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