- O ministro Dias Toffoli confirmou ser sócio da Maridt, empresa que detinha cotas do resort Tayaya Ribeirão Claro e o repassou ao fundo Arllen em 2021.
- O fundo Arllen é administrado pela Reag; investigações apontam vínculo entre a Reag e o Master, porém os valores das transações não foram divulgados.
- Toffoli afirma que as vendas foram declaradas à Receita Federal e que não recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de Fabiano Zettel.
- A Polícia Federal identificou pagamento de R$ 20 milhões do fundo Arllen à Maridt em 2024, três anos após a venda do resort citada pelo ministro; a informação não consta no comunicado dele.
- Toffoli diz não ter relação de amizade com Vorcaro, mas a imprensa aponta proximidade entre ambos; há relatos de mensagens apreendidas pela PF que alimentam essa leitura, e a Folha de S. Paulo informa que as mensagens não tratavam de negócios.
O ministro Dias Toffoli, do STF, confirmou hoje que é sócio de uma empresa que já realizou negócios com um fundo de investimentos ligado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A afirmação consta de nota divulgada pela defesa à imprensa, após o ministro ter apresentado novos elementos ao longo da semana sobre o assunto.
Toffoli informou que é sócio da Maridt, empresa que em 2021 repassou cotas do resort Tayaya Ribeirão Claro, no Paraná, ao fundo Arllen, administrado pela gestora Reag. Investigações apontam que a Reag intermediou recursos ligados ao Master. O ministro também reconheceu pela primeira vez a propriedade do resort por meio da Maridt.
Entre os pontos ainda não esclarecidos, estão os valores envolvidos nas transações. Toffoli afirmou que tudo foi declarado à Receita Federal e que as vendas ocorreram dentro do valor de mercado, negando ter recebido qualquer valor de Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel. A nota não detalha o montante das operações.
Pontes com Vorcaro sob escrutínio
A Polícia Federal identificou um pagamento de cerca de R$ 20 milhões do fundo Arllen à Maridt em 2024, três anos após a venda do resort. A informação aparece em reportagens de veículos de imprensa, sem constar no comunicado do ministro.
Relatores e imprensa acompanharam o desdobramento
Colunistas de veículos como UOL e Folha de S. Paulo destacaram que há relatos de relação próxima entre Toffoli e Vorcaro, com mensagens entre ambos. A defesa sustenta, contudo, que as mensagens indicam apenas encontros entre as partes, sem tratar de negócios ou recursos.
Contexto institucional e desdobramentos
O episódio ganhou contornos após reportagem publicada no fim de janeiro. À época, Toffoli não havia se manifestado sobre a relação entre o ministro, a Maridt e o fundo Arllen. Em nota recente, o ministro tratou apenas de questões técnicas ligadas a pedidos de nulidade, sem discutir, porém, o mérito isenção para conduzir o caso.
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