- Trump anunciou a revogação da “endangerment finding” de 2009, base legal para políticas de redução de emissões, encerrando aquela era de regulações.
- A medida é vista como o maior ato de desregulamentação ambiental na história dos Estados Unidos e um golpe às políticas climáticas dos Democratas.
- O presidente afirmou que a decisão poupará milhares de dólares de consumidores em carros, enquanto ambientalistas são céticos sobre esse benefício.
- Lee Zeldin, administrator da Agência de Proteção Ambiental, descreveu a revogação como o “graal” da agenda climática, dizendo que políticas anteriores sufocavam a economia; democratas criticaram a medida.
- O contexto inclui a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris e mudanças de política dependingo de quem está no poder, com pesquisas mostrando crescimento da preocupação pública com o aquecimento global (63% dizem estar preocupados, Yale 2024; 48% veem o aquecimento como ameaça grave, Gallup 2025).
Donald Trump anuncia pela segunda vez a revogação de normas climáticas nos EUA, majorando uma linha de ações contra políticas ambientais dos governos democratas. O presidente informou no White House a retirada de uma conclusão científica de 2009 que embasava regulação de emissões. A justificativa é reduzir burocracia e estimular crescimento econômico, segundo o próprio governo.
A medida, descrita como o maior ato de desregulamentação já realizado nos EUA, encerra a base legal usada, por quase 17 anos, para reduzir emissões de veículos, usinas e outras fontes de gases de efeito estufa. A administração afirma que regulações anteriores oneravam o setor produtivo.
Ao lado de Trump, o administrador da Agência de Proteção Ambiental, Lee Zeldin, participou do anúncio. Eles descrevem a revogação como alvo de combate a regulações federais consideradas excessivas. A fala destacou impactos sobre setores da economia e afirma que políticas passadas seriam prejudiciais.
A decisão ocorre em meio a debates sobre as consequências econômicas e ambientais. Observadores apontam que a estratégia pode influenciar o humor político em eleições de meio de mandato, com a elegibilidade de votantes variando segundo a percepção de custo de vida.
Pesquisas indicam preocupações crescentes sobre aquecimento global entre parte da população. Um estudo de 2024 aponta que 63% dos americanos temem o aquecimento, enquanto outra pesquisa de 2025 mostrou aumento no percentual que percebe risco futuro significativo.
Democratas e organizações ambientais reagiram com críticas, afirmando que a mudança comprometerá a capacidade de enfrentar mudanças climáticas. Ex-presidentes já alertaram para impactos em saúde, segurança e meio ambiente.
O governo reintroduziu, no início do mandato anterior, ações de revisão de políticas energéticas, incluindo a saída do Acordo de Paris. A nova medida marca um movimento distinto, ampliando a agenda de desregulamentação.
A expectativa é de que a decisão influencie o tom das campanhas eleitorais de novembro, quando o controle do Congresso está em jogo. O tema, porém, não foi prioridade majoritária em pesquisas de saída da eleição de 2024.
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