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Trump revoga legislação contra mudanças climáticas nos EUA

Trump revoga a Endangerment Finding, abrindo mão de rígidos padrões de emissões para veículos; governo afirma economia de 1,3 trilhões de dólares

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Saul Loeb/AFP
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  • O presidente Donald Trump revogou, nesta quinta-feira, o texto de 2009 conhecido como constatação de perigo, base para o combate às emissões de gases de efeito estufa nos EUA.
  • A decisão retira restrições ambientais e, com isso, libera a indústria automobilística de padrões rigorosos de emissões.
  • Trump afirmou na Casa Branca que a determinação não tinha base factual nem legal e citou como exemplo carros que desligam o motor ao parar em semáforo vermelho.
  • Segundo o governo, a revogação deve economizar 1,3 trilhão de dólares para o povo americano.
  • A medida deve desencadear disputas judiciais; críticos lembram que, sob Obama, o texto foi criado para combater a mudança climática e que os EUA já deixaram o Acordo de Paris.

O presidente Donald Trump revogou nesta quinta-feira o Endangerment Finding, texto-base para as políticas de emissões nos EUA, anunciado na Casa Branca. A medida derruba restrições que haviam sido criadas para enfrentar as mudanças climáticas, segundo autoridades do governo.

A revogação libera a indústria automobilística de padrões rígidos de emissões. O governo afirma que a mudança reduzirá custos para consumidores e simplificará o setor, citando impactos na vida prática de carros que param nos semáforos.

A decisão, anunciada em julho e efetiva hoje, pode enfrentar contestação judicial. Especialistas avaliam que o tema tende a chegar à Suprema Corte, dada a relevância regulatória e ambiental da medida.

Contexto regulatório e reação

O Endangerment Finding foi adotado em 2009 pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) sob a presidência de Barack Obama. A determinação considerava seis gases de efeito estufa como poluentes regulados pela agência.

Defensores do meio ambiente e cientistas criticaram a mudança, destacando avaliações científicas sobre riscos climáticos. Em carta pública, mais de mil especialistas contestaram a revogação e defenderam a continuidade de políticas climáticas.

Panorama internacional e perspectivas futuras

A decisão ocorre em meio a um pedido de Trump de enfatizar a produção de combustíveis fósseis e a retirada dos EUA de acordos climáticos internacionais, o que já havia sido feito anteriormente com a saída do Acordo de Paris. Observadores veem possível acumulação de ações jurídicas e debates no Legislativo.

Dados climáticos apontam que 2025 foi um dos anos mais quentes já registrados, com impactos sentidos nos EUA e globalmente. Mesmo assim, há relatos de estagnação de investimentos em tecnologias de baixo carbono nos países desenvolvidos.

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