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Agenda de imigração de Trump agrava crise de creches, dizem legisladores

Democratas cobram respostas sobre o impacto da agenda migratória de Trump na creche, com estimativa de queda de até 15% na força de trabalho do setor

Parents outside the Rayito De Sol daycare in Chicago, where immigration agents conducted a raid and detained a teacher on 5 November 2025.
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  • Deputados democratas, liderados por Elizabeth Warren, Tammy Duckworth e Mike Quigley, pedem explicações sobre como políticas de imigração de Donald Trump podem agravar a escassez e os custos de cuidado infantil nos EUA.
  • Cerca de vinte por cento da força de trabalho em cuidado infantil é de imigrantes, chegando a setenta por cento em algumas regiões; políticas de imigração poderiam reduzir a força de trabalho em até quinze por cento, segundo carta de 48 legisladores ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos.
  • A carta cita exemplos como uma nanny em Wisconsin, uma requerente de asilo detida pela imigração após uma fiscalização de rotina e educadores imigrantes em um pré-escola em Washington, DC que perderam autorizações de trabalho devido ao término do TPS.
  • Também aponta que proteções para locais sensíveis foram revogadas, levando a prisões ou visitas do ICE em Chicago e Minnesota, contribuindo para a queda de pessoal.
  • Os legisladores exigem informações sobre como a Administração de Serviços à Criança e Família (ACF) avalia os impactos das políticas de imigração no setor e o que será feito para evitar novas interrupções e reduzir custos.

Os democratas questionaram a Casa Branca sobre políticas de imigração que, segundo eles, agravam a carência e o custo do cuidado infantil nos EUA. Liderados por Elizabeth Warren, Tammy Duckworth e Mike Quigley, os parlamentares pedem respostas sobre impactos na oferta de cuidar das crianças.

Entre os pontos apresentados, 48 deputados enviaram, nesta semana, uma carta ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos, pela Administração para Crianças e Famílias (ACF). Eles estimam queda de até 15% na força de trabalho do setor devido políticas migratórias.

Segundo o documento, cerca de 20% da mão de obra de cuidados infantis é composta por imigrantes, com variações regionais que chegam a 70%. As mudanças incluem término do status de proteção temporária (TPS) e incursões de imigração em instalações de cuidado infantil.

Casos citados descrevem trabalhadoras de cuidadores presas pela ofensiva de deportação, incluindo uma nanny em Wisconsin, uma requerente de asilo detida após uma checagem de rotina e docentes imigrantes em um berçário em Washington, cuja autorização de trabalho foi revogada.

A carta aponta ainda que o governo de Donald Trump teria revogado proteções para instalações de cuidado e outros locais sensíveis, o que levou a operações de ICE em Chicago, Illinois, e Minnesota, com quedas no quadro de funcionários.

Os impactos, explicam os parlamentares, vão além do setor e afetam a economia ao todo, levando pais a reduzir horas de trabalho ou deixar a força de trabalho. A ACF é solicitada a explicar como avalia os impactos e quais medidas serão adotadas para evitar novas disrupções e reduzir custos.

O grupo também solicita informações sobre como a ACF avalia e responde aos efeitos da agenda migratória sobre a indústria de cuidado infantil e quais estratégias pretende adotar para mitigar interrupções.

Contexto político e ações relacionadas aparecem conforme estados da oposição avançam com programas de cuidado infantil universal gratuito. Novo México lançou, em setembro de 2025, o primeiro programa estadual universal de cuidado infantil gratuito.

Nova Iorque também anunciou, no mês passado, programas de cuidado infantil gratuito e investimentos para ampliar a cobertura, seguindo a cidade de São Francisco, que anunciou medidas semelhantes uma semana depois.

No âmbito legislativo, a deputada Alexandria Ocasio-Cortez aderiu como liderança na Câmara ao Child Care for Every Community Act, proposto por Warren, visando universalizar o acesso, com teto de custos de até 10 dólares por dia para metade das famílias e faixas de renda similares às usadas no programa de creche militar dos EUA.

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