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CPI do Crime Organizado vota convocação do ministro Dias Toffoli, do STF

Relatora afirma que a CPI votará a convocação do ministro Dias Toffoli no dia 24 de fevereiro, com pauta ligada a fraudes e negócios envolvendo o Banco Master

Ministro Dias Toffoli durante a Sessão Plenária realizada em 20 de junho de 2024. — Foto: Andressa Anholete/STF
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  • A CPI do Crime Organizado deve votarem a convocação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, no dia 24 de fevereiro, após o carnaval.
  • O relator, senador Alessandro Vieira, disse que a decisão foi tomada pelo presidente da comissão, Fabiano Contarato.
  • Entre os temas em debate está a empresa Maridt, da qual Toffoli e seus irmãos são sócios, com negócios ligados ao Master.
  • Quatro grandes temas conectados ao crime organizado foram apontados: emendas parlamentares, Carbono Oculto (envolvendo PCC e fintechs), fraude no INSS e Banco Master.
  • Vieira mencionou dificuldade de apurar casos envolvendo pessoas poderosas nos Três Poderes, apontando pressões sobre a Polícia Federal e autoridades.

A CPI do Crime Organizado decidiu seguir com a convocação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. A votação deve ocorrer no dia 24 de fevereiro, após o carnaval, segundo o relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A decisão de levar a pauta foi tomada pelo presidente da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES).

Entre os temas em debate está a empresa Maridt, da qual Toffoli e seus irmãos são sócios, além de negócios atribuídos ao Master. Vieira aponta quatro grandes eixos sobre o crime organizado, com possíveis correlações entre eles: emendas parlamentares, Carbono Oculto — ligado ao PCC e a fintechs —, fraude no INSS e o Banco Master.

Para o senador, há uma rede que envolve lavagem de dinheiro pela atuação do Master e a infiltração política e judicial do crime organizado. Ele também mencionou a pressão exercida por ministros do STF e por figuras da política e do setor econômico sobre as investigações, segundo a leitura de autoridades da comissão.

Pauta e temas da CPI

Vieira citou dificuldades de apuração diante de interesses de pessoas extremamente influentes nos três poderes. Ele afirmou que há impactos financeiros significativos e recados duros direcionados à Polícia Federal, com críticas a uma nota de ministros do STF que trataria do afastamento de Toffoli do Caso Master. A comissão segue acompanhando o desenvolvimento do tema com a expectativa de novas informações públicas.

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