- Gilson Machado, ex-ministro do Turismo de Jair Bolsonaro, filiou-se ao Podemos em cerimônia no Recife na quinta-feira, 12, criticando o PL.
- Ele deixou o PL em janeiro, após o partido não aceitar sua candidatura ao Senado por Pernambuco.
- No Podemos, Machado disputará a eleição como deputado federal, buscando ser o candidato à Câmara mais votado de Pernambuco.
- Durante o evento, o ex-ministro explicou ter saído por não se sentir melhor no espaço do partido e citou desengajamento de correligionários na campanha de Flávio Bolsonaro.
- Machado afirmou ter recebido aval da presidente do Podemos, Renata Abreu, e do diretório estadual para apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro; o PL ainda mira Anderson Ferreira ao Senado por Pernambuco.
Gilson Machado, ex-ministro do Turismo no governo de Jair Bolsonaro, se filiou ao Podemos nesta quinta-feira 12, durante cerimônia no Recife. O objetivo é disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, após deixar o PL criticando a sigla.
O movimento ocorre após Machado deixar o PL em janeiro, quando o partido não aceitou lançá-lo ao Senado por Pernambuco. No Podemos, ele não planeja concorrer ao Senado, mas buscará a cadeira federal.
Na solenidade, Machado afirmou que pretende ser candidato federal com forte apoio a Bolsonaro. Disse ainda ter recebido sinal verde da presidente do Podemos, Renata Abreu, e do diretório pernambucano para apoiar a eleição de Flávio Bolsonaro.
Contexto político recente
Machado já disputou governador em 2022 e venceu a disputa pela prefeitura do Recife em 2024, ambas ações com o apoio de Bolsonaro. A leitura de lideranças do PL é de que, com a prisão de Bolsonaro, o espaço do ex-ministro encolheu no diretório estadual.
O PL tem parceria com Anderson Ferreira, ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, como possível candidato ao Senado em Pernambuco. A mudança de Machado entra no cenário local como um movimento de reorganização das siglas.
Desdobramentos esperados
Espera-se que o Podemos recomende a candidatura federal de Machado nos próximos meses. O partido busca consolidar nomes competitivos para a disputa na região, mantendo foco na visibilidade de Pernambuco sem montar para o Senado.
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