- Mañueco, presidente da comunidade de Castilha e Leão, afirmou que as condições do governo serão definidas pelo PP, deixando claro que não aceitará pactos com Vox caso vença as eleições.
- O líder nacional do PP, Feijóo, foi a Salamanca para apoiar Mañueco e afirmou que o partido sabe governar, lembrando a saída de Vox do governo anterior.
- Mañueco descartou qualquer pacto com o PSOE e ressaltou que, se necessário, não haverá aliança com socialistas; a campanha oficial começa em 27 de fevereiro e deverá ser intensa.
- Ambos os dirigentes elevaram o tom contra extremos políticos, dizendo que o objetivo é governar buscando pontos de encontro entre posições distintas.
- A disputa envolve a direita na região com Vox buscando pautas do campo; Mañueco destacou que o PP é o partido do campo e do mundo rural, prometendo investir em regadios, jovens e modernização, além de apoiar agricultores e ganhadores diante das enchentes.
O presidente da comunidade de Castilla y León e candidato à reeleição, Alfonso Fernández Mañueco, elevou o tom nesta sexta-feira em Salamanca. Ele rejeitou qualquer acordo com o PSOE e deixou claro que as condições para futuras alianças seriam definidas pelo seu governo.
O anúncio ocorreu durante a cerimônia de lançamento da candidatura do PP à reeleição. Mañueco afirmou que, em caso de vitória, os cidadãos decidirão quem os representa e que as condições de governabilidade seriam impostas pelo partido.
O tom foi reforçado pelo líder nacional do PP, Alberto Núñez Feijóo, que esteve em Salamanca para apoiar Mañueco. Feijóo ressaltou a experiência de Castilla y León e destacou que houve momentos de cooperação com Vox no passado, mas sem tolerar acordos com o PSOE.
Contexto político
A precampanha ocorre após as eleições em Aragón, onde Vox ampliou sua bancada, enquanto o PP sofreu perda de assentos. O discurso de Mañueco mira consolidar apoio rural e do setor agropecuário, apontando o PP como o partido do campo e da região rural.
Feijóo, ao lado de Mañueco, criticou adversários após os resultados em Aragón. Ele argumentou que houve uma leitura desigual dos números e destacou a necessidade de buscar governabilidade estável, sem alianças com quem pretendam reduzir a maioria.
Mañueco deixou claro que não haverá abstensão do PSOE no caso de necessidade de apoio para governar. Ele afirmou que a cooperação ficará fora de questão com o partido de Pedro Sánchez, sinalizando uma linha dura contra alianças com a esquerda.
Feijóo também comentou a polêmica envolvendo declarações de líderes socialistas sobre figuras históricas da oposição. O líder do PP sugeriu que certas avaliações não ajudam a construir consenso e reforçou o foco em governar com responsabilidade e pragmatismo.
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