- Reunião do STF a portas fechadas teve trechos vazados pela imprensa; o site Poder360 publicou frases inteiras que teriam sido ditas pelos ministros, e a Folha de S. Paulo aponta suspeita de gravação pelo ministro Dias Toffoli.
- O tom teria sido político, com objetivo de autopreservação dos magistrados; o placar para manter Toffoli na relatoria seria 8 a 2, e ele teria aceitado sair da relatoria em troca de uma nota de apoio unânime, supostamente proposta por Flávio Dino.
- Toffoli saiu do STF dizendo que tudo foi unânime e que o encontro ocorreu em clima excelente; houve reclamações sobre a atuação da Polícia Federal durante as discussões.
- Toffoli negou ter gravado a reunião e disse não ter relatado nada a ninguém; ele sugeriu a possibilidade de uma gravação ter sido feita por um funcionário do setor de informática.
- Com o impasse, houve acordo para afastar Toffoli da relatoria do caso Master, com o tema indo a sorteio; André Mendonça ficou como novo relator.
O site Poder360 divulgou trechos de uma reunião a portas fechadas do Supremo Tribunal Federal (STF) que provocou suspeitas de gravação. Ministros teriam sido citados com fidelidade, o que levantou dúvidas sobre a origem das falas, segundo reportagens da Folha de S. Paulo e confirmação na Gazeta do Povo.
Segundo a reportagem, o objetivo da reunião foi preservar a relação entre os ministros diante do caso Master, com o debate envolvendo a relatoria de Dias Toffoli. A leitura de bastidores aponta que Toffoli aceitou deixar a relatoria em troca de apoio unânime de seus colegas, ideia associada a Flávio Dino, aliado antigo do ministro.
Toffoli afirmou, ao deixar o STF, que o encontro transcorreu em clima excelente e que o resultado foi unânime. Ele negou ter gravado ou relatado qualquer coisa a terceiros, mencionando a possibilidade de uma falha técnica por parte de um setor de informática. A assessoria do STF foi procurada pela Gazeta do Povo e ainda não se posicionou oficialmente.
Impasse interno e desdobramentos
Relatórios indicam que, no início da tarde de quinta-feira, Moraes e Gilmar Mendes teriam sinalizado manter Toffoli na relatoria, enquanto Carmen Lúcia e Edson Fachin discordaram, gerando um impasse cuja solução dependeria de votação em plenário na sexta. Trechos publicados teriam mostrado apoio majoritário a Toffoli entre alguns ministros, o que alimentou a hipótese de vazamento.
Entre as falas divulgadas, Gilmar Mendes e Luiz Fux teriam expressado posições de respaldo a Toffoli, enquanto Dino teria classificado as 200 páginas de provas da PF como lixo jurídico. Voluntariamente, colegas que se manifestaram contrários teriam considerado necessária uma solução que fortalecesse a institucionalidade da Corte, levando ao sorteio do caso Master.
Ao final, conforme o material divulgado, o entendimento foi pela substituição da relatoria de Toffoli pelo sorteio, definindo André Mendonça como novo relator. A controvérsia sobre vazamento permanece sob apuração, com a proteção de sigilo e a busca por esclarecimentos por parte do tribunal.
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