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Diretor da PF participa de evento em Londres patrocinado pelo Master

PF cita participação do diretor-geral da Polícia Federal em evento em Londres patrocinado pelo Banco Master, eixo da suspeição de Toffoli com relação ao Master

Andrei e Toffoli participaram do mesmo evento em 2024 citado em pedido de suspeição
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  • PF cita participação do ministro Dias Toffoli no 1º Fórum Jurídico – Brasil de Ideias, realizado em Londres de 24 a 26 de abril de 2024, evento patrocinado pelo Banco Master; o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, também esteve presente.
  • A PF pergunta quem pagou pela hospedagem e pelas passagens de Andrei para Londres; a reportagem não obteve resposta até o momento da publicação.
  • A participação de Toffoli no evento financiado pelo Master é um dos eixos da suspeição contra o então relator do caso Master no STF, com a PF destacando possível proximidade dele com Vorcaro.
  • O relatório da PF, com cerca de 200 páginas, reúne quatro pontos principais: relação de um investidor ligado a Vorcaro com o resort Tayaya; ex-mulher de Toffoli, Roberta Rangel, ligada a escritório que atendeu Vorcaro; troca de mensagens que sugerem apoio de Toffoli a Vorcaro; e participação de Toffoli em eventos patrocinados pelo Master.
  • Toffoli era relator de apurações no STF sobre o Master; houve reorganização do caso no STF e redistribuição da relatoria para André Mendonça, após reunião de ministros e nota pública, além de controvérsia envolvendo outros nomes ligados ao processo.

No pedido de suspeição apresentado pela PF, o ministro Dias Toffoli do STF é apontado por ter participado do 1º Fórum Jurídico – Brasil de Ideias, realizado em Londres entre 24 e 26 de abril de 2024. O evento foi patrocinado pelo Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também esteve presente no encontro, segundo a apuração. A PF utiliza a coincidência de participação para sustentar a suspeição de Toffoli no caso Master, sob a alegação de possível proximidade com Vorcaro. A PF apresentou o relatório de 200 páginas ao STF em fevereiro, entregando-o pessoalmente ao presidente Fachin.

Suspeição, participantes e desdobramentos

A PF aponta quatro pontos no material, incluindo relações envolvendo Vorcaro, o investidor citado pelo banco Master, e familiares do ministro. Entre eles, vínculos com a ex-mulher de Toffoli, Roberta Rangel, que atuou em escritório ligado a Vorcaro; mensagens trocadas que sugerem apoio a Vorcaro e a participação de Toffoli em eventos patrocinados pelo Master.

A contextualização envolve ainda o papel de Toffoli como relator de apurações sobre o Master no STF, inclusive a participação da Corte em medidas sobre a investigação. Em fevereiro de 2026, o STF encerrou a retirada de Toffoli da relatoria, redistribuindo o caso a André Mendonça, em meio a debates sobre a condução do inquérito.

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