- Oposição compartilha vídeos gerados por IA que criticam Lula, Janja e o ministro Dias Toffoli, vinculados ao desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval.
- Desfiles “fake” simulam casos de corrupção como mensalão, escândalo do banco Master e fraude do INSS; vídeos foram divulgados por Romeu Zema e Gustavo Gayer.
- PL, aliado de Bolsonaro, lança sátira chamada “O samba de Janja”, apresentando Lula, Haddad e críticas à primeira-dama com referências a viagens.
- Toffoli é retratado de forma irônica em carro abre-alas da escola fictícia Tayayá; material comenta queda de relatoria no caso Master.
- O Tribunal Superior Eleitoral não proibiu o desfile nem a transmissão, mas enfatizou que a festa não pode favorecer ilícitos eleitorais.
A Acadêmicos de Niterói vai desfilar amanhã na Sapucaí, com um enredo que relembra a infância de Lula no sertão de Pernambuco e destaca vitórias políticas. A apresentação gerou controvérsia ao integrar vídeos gerados por inteligência artificial que criticam o petista e pessoas associadas, difundidos pela oposição.
Desfiles em IA usados para criticar Lula, Janja e Toffoli ganharam tração nas redes. Material compartilhado por Romeu Zema, governador de Minas, e por Gustavo Gayer, deputado federal do PL, simula uma escola de samba cantando casos de corrupção atribuídos ao PT e exige explicações ao presidente.
O conteúdo em IA aponta Lula, Janja e Haddad, com sátiras e referências a temas como mensalão, escândalos financeiros e suposta fraude no INSS. Também traz uma montagem que chega a retratar Toffoli, associando-o a um carro abre-alas em tom irônico.
A oposição tentou impedir a transmissão do desfile pela televisão e, ao mesmo tempo, criticou a escolha temática da escola. Parte das críticas questionou o uso do espaço público e a proteção de limites éticos em manifestações de carnaval.
O TSE rebateu as acusações de uso indevido do espaço eleitoral, mas pediu cautela. A presidente Carmen Lúcia declarou que a rejeição de ações não significa aval para abusos, destacando que o Carnaval não pode servir de fresta para ilícitos eleitorais.
Entre os elementos do enredo, a letra faz provocações ao bolsonarismo e menciona potenciais desgastes políticos. A composição enfatiza a trajetória de Lula, suas origens e conquistas, sem, no entanto, deixar de abordar críticas já associadas ao tema político.
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