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Parlamento da Venezuela anuncia 17 libertações antes da aprovação da anistia

Parlamento da Venezuela libera 17 presos políticos antes da aprovação da lei de anistia, enquanto votação segue adiada por divergências sobre alcance e Judiciário

A presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodriguez. Foto: Efrain Gonzalez / Venezuelan Presidency / AFP
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  • Na madrugada de sábado 14, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela anunciou a libertação de 17 presos políticos na Zona 7, enquanto a aprovação da lei de anistia segue em debate.
  • A medida, proposta pela presidenta interina Delcy Rodríguez em 30 de janeiro, ainda não foi votada e teve o prazo adiado para a próxima semana por divergências sobre o alcance e o papel do Judiciário.
  • Jorge Rodríguez afirmou nas redes sociais que as 17 pessoas privadas de liberdade na Zona 7 estão sendo libertadas, sem revelar nomes, e pediu continuidade do caminho da paz para a convivência democrática.
  • Famílias de presos políticos disseram, em grupos de WhatsApp, que até o momento ninguém foi libertado, mesmo com o anúncio anunciado anteriormente.
  • Segundo a ONG Foro Penal, 431 presos políticos já receberam liberdade condicional, e 644 continuam detidos.

O Parlamento da Venezuela adiou a aprovação da lei de anistia devido a divergências sobre o alcance da medida e o papel do Judiciário na implementação.

Na madrugada de sábado 14, o presidente da Assembleia Nacional anunciou a libertação de 17 presos políticos na Zona 7, em Caracas, como parte das ações associadas à discussão da anistia. Os nomes não foram divulgados.

A presidenta interina Delcy Rodríguez havia apresentado a proposta em 30 de janeiro, que pretendia abranger, teoricamente, todo o período do chavismo no poder. A votação foi adiada para a próxima semana, segundo a liderança parlamentar, por disputas sobre o escopo da lei.

O próprio presidente da Assembleia, Jorge Rodríguez, informou pela redes sociais que as 17 pessoas privadas de liberdade seriam libertadas, sem detalhar identidades, e enfatizou a continuidade do caminho de paz para a convivência democrática.

Apesar do anúncio, familiares de presos políticos que se reuniram na Zona 7 afirmaram, em mensagens, que até o momento ninguém havia sido libertado. Acampam em frente à sede da polícia desde o anúncio inicial.

Rodríguez visitou as famílias durante uma visita à Zona 7 e reiterou o compromisso de libertação imediata assim que a lei for aprovada, segundo relatos de parentes. A pressão dos familiares permanece como elemento relevante no contexto.

Segundo a ONG Foro Penal, 431 presos políticos já receberam liberdade condicional, enquanto 644 permanecem detidos. A organização acompanha o andamento da tramitação e o impacto das medidas anunciadas.

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