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Vorcaro é cobrado por atraso em pagamentos de resort de Toffoli, aponta jornal

Relatório da Polícia Federal ao STF cita cobrança de Vorcaro por aportes ao Tayayá, resort ligado ao ministro Dias Toffoli; Toffoli nega recebimento

Toffoli deixa relatoria do inquérito que investiga o Banco Master. Em nota conjunta, ministros do STF defenderam o colega. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
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  • Mensagens apreendidas pela Polícia Federal indicam que Daniel Vorcaro relatou cobrança pela demora em aportes destinados ao resort Tayayá, ligado ao ministro Dias Toffoli.
  • Em maio de dois mil e vinte e quatro, Vorcaro questionou o cunhado Fabiano Zettel sobre o aporte do Tayayá; na conversa havia menção a um aporte de 15 milhões de reais.
  • Em agosto de dois mil e vinte e quatro, Vorcaro voltou a cobrar a conclusão dos recursos; Zettel informou que o dinheiro já havia sido enviado a um intermediário e que a conclusão dependia de uma etapa seguinte, envolvendo a transferência de cotas.
  • Segundo o relatório da Polícia Federal apresentado ao Supremo Tribunal Federal, houve pagamento anterior de 20 milhões de reais e, posteriormente, mais 15 milhões de reais ligados ao Tayayá.
  • Toffoli negou ter recebido pagamentos de Vorcaro ou mantido relação de amizade com o banqueiro; a nota do ministro afirmou ainda que a Maridt é empresa familiar regularmente constituída e que não houve recebimento de valores de Vorcaro ou Zettel.

Daniel Vorcaro foi alvo de apurações da Polícia Federal sobre cobranças relacionadas a aportes financeiros destinados a um resort ligado ao ministro Dias Toffoli, do STF. O material integra relatório encaminhado à corte e divulgado pelo jornal Estadão, que também registrou a negativa de Toffoli sobre recebimentos ou amizade com o banqueiro.

Entre mensagens analisadas pela PF, May 2024 traz uma cobrança de Vorcaro ao cunhado Fabiano Zettel, que organizava os pagamentos. O empresário pergunta sobre o aporte do fundo Tayayá, e Zettel confirma negociação para a próxima semana. Em seguida, aparecem saídas de recursos indicadas na lista como Tayaya – 15.

Em agosto de 2024, novas cobranças aparecem, sem identificar cobrador específico. Vorcaro questiona a finalização do negócio Tayayá e Zettel afirma que os recursos já tinham sido repassados a um intermediário. Vorcaro pede detalhamento de todos os aportes já realizados, com dados de pagamentos e passagens anteriores.

Esclarecimentos oficiais e vínculos

O relatório da PF foi apresentado ao STF e encaminhado aos demais ministros e à Procuradoria-Geral da República. Toffoli, que deixou temporariamente a relatoria do caso Master, não integrou o aporte financeiro alegado no material, segundo as informações veiculadas.

Toffoli é sócio da empresa Maridt, com participação em dois resorts da rede Tayayá. A empresa vendeu participação a fundos de investimento com Zettel como acionista. As operações ocorreram antes da distribuição da ação sobre o Banco Master pelo BRB ao gabinete do ministro.

Em nota após a apresentação do relatório, Toffoli informou que a Maridt é empresa familiar regular e com operações declaradas à Receita Federal. O ministro afirmou ter recebido dividendos da empresa, mas negou ter recebido valores de Vorcaro ou Zettel, além de negar manter relação de amizade com eles.

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