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Polícia de Queensland não disciplina oficial acusado de violência contra grávida

Tribunal determina que a Polícia de Queensland debe instaurar investigação disciplinar tardia contra policial acusado de violência doméstica contra parceira grávida e interferência no curso da justiça

A Queensland police officer was accused of multiple acts of serious domestic violence against his heavily pregnant partner and ‘interfering with the course of justice’ to weaken the terms of her protection order.
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  • A Polícia de Queensland recusou abrir disciplina contra um oficial acusado de múltiplos atos de violência doméstica contra a parceira grávida e de interferir no curso da justiça.
  • Um tribunal estadual determinou que a Polícia errou e mandou instaurar uma investigação disciplinar tardia, contra o oficial que ficou afastado com salário integral em 2022.
  • O oficial deixou a Polícia em 2023, após ser declarado medically unfit, e também enfrenta quatro acusações criminais por violência doméstica.
  • O tribunal apontou que a decisão de não investigá-lo não levou em conta a gravidade das acusações e que, mesmo com o andamento do processo, haveria benefício interno para a reputação da instituição.
  • No mês passado, a Polícia de Queensland anunciou o fim do seu comando especializado em violência doméstica e familiar, após críticas de falhas culturais identificadas em inspeção de 2022.

A polícia de Queensland se recusou a instaurar ação disciplinar contra um oficial acusado de múltiplos atos de violência doméstica contra a ex-parceira grávida e de interferir no curso da justiça para enfraquecer uma ordem de proteção. A decisão ocorreu mesmo após um tribunal de Queensland determinar erro da força e ordenar apuração disciplinar tardia.

O oficial, que também responde a quatro acusações criminais por violência doméstica, havia sido afastado com pagamento integral em 2022. Ele deixou a Polícia em 2023 após ser declarado medically unfit, segundo o processo.

O tribunal concluiu que a QPS falhou em dar peso adequado aos fatos, apresentados ao longo de um período prolongado. A decisão de não investigar foi considerada inadequada, segundo o veredito, e o ato disciplinar interno deveria ter sido iniciado mesmo após a saída.

Entre as acusações estavam violência física contra a ex-parceira grávida, risco à mulher e ao filho, violações reiteradas da lei, desobediência a autoridade e ameaças de morte. A interferência no curso da justiça foi descrita como premeditada e com alto grau de coerção.

Os juízes entenderam que a decisão do responsável pela análise disciplinar, o Tenente-Delegado Interino Christopher Hansel, não avaliou devidamente a gravidade dos fundamentos para a ação disciplinar. A quadra apontada foi a de que havia benefício público na apuração interna.

O tribunal afirmou que, independentemente do andamento do processo judicial, o QPS ganharia com a avaliação interna da conduta do ex-oficial e eventual declaração disciplinar. A decisão evitou esse passo, segundo o veredito.

Além disso, o CCC argumentou que a apuração disciplinar traria benefício ao manter a confiança pública no tratamento de casos graves pela polícia. O tribunal acolheu esse ponto como válido para o caso.

Na prática, o caso acontece em meio a mudanças institucionais: no mês passado, o QPS anunciou a retirada do comando especializado de violência doméstica e familiar, apontando avanços culturais após a investigação de 2022.

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