- Flávio Bolsonaro informou que pretende acionar rapidamente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a homenagem a Lula no desfile da Acadêmicos de Niterói, na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, ocorrido no domingo (15).
- O senador criticou a possível propaganda antecipada e o uso de recursos públicos para ataques pessoais à ex‑família Bolsonaro e à “família”, citando a ala das “famílias em lata de conserva”.
- Outros parlamentares reagiram, classificando a ironia como ataque à família tradicional e desrespeito à fé cristã, incluindo a deputada Carol de Toni e a senadora Damares Alves.
- A oposição já questiona inelegibilidade de Lula em meio a ações judiciais; o TSE rejeitou liminar de
Novo e Kim Kataguiri para proibir o desfile, em decisão unânime.
- O enredo da escola homenageou Lula, com a Ala das “latas de conserva” apresentando críticas a valores conservados no tempo, em tom que celebra a biografia do presidente.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou que pretende acionar rapidamente o TSE contra a homenagem a Lula no desfile da Acadêmicos de Niterói, na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, neste domingo. A crítica envolve a alegoria chamada de “famílias em lata de conserva” e o uso de recursos públicos para ataques a Bolsonaro e à família.
O senador comunicou, em postagem no X, que a homenagem seria considerada propaganda antecipada. Também citou supostos ataques pessoais ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à família do correligionário. A escola de samba retratou a cena com ironia política.
Diversos políticos reagiram. O deputado Nikolas Ferreira associou a crítica a uma suposta conspiração e destacou a importância do voto evangélico. A deputada Carol de Toni reforçou que a peça aponta para um alvo conservador, segundo seu relato.
A senadora Damares Alves disse que é inadmissível ridicularizar a fé de milhões de brasileiros. Ela afirmou que críticas assim ofendem religiosos e alertou para a necessidade de separar manifestações culturais de crenças religiosas.
O senador Sergio Moro classificou a homenagem como desrespeito à família e afirmou que houve viés político explícito no desfile. Em redes, ele comparou a cena a um culto à personalidade.
Influenciadores de direita também criticaram o tom da apresentação, interpretando como militância ideológica no Carnaval. Entre eles, o empresário Alexis Fonatyne disse que a obra ridiculariza conservadores e não guarda relação com a história de Lula.
Oposição e ações administrativas
Nesta segunda-feira (16), o deputado Filipe Barros (PL-PR) informou que deverá protocolar ação no TSE contra o desfile em homenagem a Lula. A iniciativa amplia o conjunto de medidas judiciais em curso.
Na quinta-feira (12), o TSE rejeitou por unanimidade pedido para suspender o desfile feito pela Acadêmicos de Niterói. A ministra Estella Aranha, relatora, disse que não cabe censura prévia e que futuros apontamentos devem seguir em momento oportuno.
No âmbito do Tribunal de Contas da União, o Novo acionou para impedir o repasse de R$ 1 milhão da Embratur à escola. A área técnica recomendou bloquear o recurso, mas o ministro relator Aroldo Cedraz negou a suspensão.
Senadora Damares Alves e o deputado Kim Kataguiri também moveram ações contra o presidente, questionando o enredo. As medidas foram rejeitadas pela Justiça Federal, segundo relatos de autoridades.
Enredo e significado da homenagem
A alegoria integrou o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. A narrativa acompanha a vida de Lula desde a infância até a Presidência, enfatizando trajetória sindical e energética participação política.
A escola apresentou alas sobre seca nordestina, fábrica, greves e programas sociais vinculados aos governos petistas. O refrão exaltou a “esperança do povo” e a “força do operário” na biografia do presidente.
A ala das “latas de conserva” ficou marcada como crítica a pensamentos considerados engessados ou valores conservados no tempo, segundo relatos da própria escola. A oposição vê nessa parte uma provocação a setores conservadores.
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