- Moderados do Liberal alertaram Angus Taylor para não avançar para a direita e impor políticas de imigração mais rígidas após vazamento de propostas de tom Trump‑style.
- O plano elaborado sob a ex-líder Sussan Ley sugeria banir imigrantes de trinta e sete regiões em treze países onde grupos terroristas controlam territórios, incluindo Afeganistão, Argélia, Camarões, Egito, Líbano, Líbia, Mali, Níger, Nigéria, Palestina, Filipinas, Somália e Iémen.
- A senadora conservadora Leah Blyth afirmou que é preciso evitar generalizações e citou Myanmar como exemplo de regime militar, ressaltando que nem todos ali são terroristas.
- O ministro sombra Paul Scarr disse que não assinou a proibição por região e tem “sérias preocupações” sobre a política; o senador Andrew McLachlan pediu equilíbrio, defendendo uma imigração que atraia talentos e evitar retórica populista.
- O pacote também previa reduzir rapidamente até cerca de 100 mil requerentes de asilo e estudantes internacionais, além de restringir direitos de recurso em decisões de visto; Taylor já sinalizou reduzir os níveis de imigração e fechar a porta para quem não compartilha valores.
Paul Scarr, líder shadow no setor de imigração, juntamente com o senador Andrew McLachlan e Sussan Ley, alertaram Angus Taylor sobre o risco de o partido adotar políticas imigratórias à la Trump. A crítica surge após surgirem propostas de endurecimento na liderança liberal.
A reportagem do Guardian Australia informou, na segunda-feira, sobre um plano de imigração elaborado sob a antiga liderança de Ley. A proposta previa banir migrantes de 37 regiões em 13 países com controle territorial de organizações terroristas. Entre as regiões mencionadas estão áreas na Ásia, África e Oriente Médio.
Entre os responsáveis pela discussão, Leah Blyth destacou a necessidade de evitar generalizações. Ela lembrou que nem todo morador dessas regiões é terrorista e ressaltou que o foco deve ser ações direcionadas, com segurança de fronteiras baseada em inteligência. Blyth também citou Myanmar como exemplo de cautela com restrições amplas.
Ley, por meio de Scarr, contatou que não concordou com o trecho de banimento geral e que possui reservas sobre o conteúdo. O senador McLachlan enfatizou que a gestão de fluxos migratórios deve ser eficiente, sem adotar retórica populista ou desconsiderar contribuições de pessoas qualificadas de todo o mundo.
Taylor, eleito líder da oposição recentemente, já sinalizou a intenção de reduzir os níveis de imigração e criar um sistema que restringiria quem não compartilha valores básicos do país. A ideia de mover-se para uma política mais restritiva ocorre frente a tendências observadas em outros países.
A conversa interna no partido aponta receios de que uma linha dura possa afastar eleitores urbanos e aproximar o Liberalismo de agendas de outros movimentos. Alguns parlamentares defendem que, mesmo diante de pressões, não se deve abandonar uma postura moderada e aberta a talentos globais.
Especialistas e membros moderados enfatizam a importância de manter uma política de imigração que atraia pessoas qualificadas, evitando antagonizar comunidades. A polarização tem sido citada como risco de prejuízos eleitorais para o espectro liberal diante de pesquisas que mostram ganhos para adversários em temas migratórios.
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