- A Acadêmicos de Niterói homenageou Lula no desfile com o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
- A oposição criticou o ato; o Partido Novo acionou a Justiça para inelegibilidade do presidente, alegando propaganda eleitoral antecipada financiada com dinheiro público; o TSE negou o pedido, mas indicou risco de ilícito.
- O senador Flávio Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira anunciaram ações legais contra Lula e a escola, com Ferreira citando AIJE se houver candidatura de Lula; o senador Sergio Moro chamou o desfile de abuso de poder.
- Lula publicou mensagem elogiando o desfile nas redes sociais, destacando a participação de escolas como a Acadêmicos de Niterói.
- A primeira-dama Janja da Silva não desfilou, mas participou de ensaio e apoiou a escola; a comissão de Ética Pública havia divulgado recomendações sobre participação de autoridades no Carnaval.
O desfile da escola Acadêmicos de Niterói, neste domingo (15), homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o enredo Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil. A apresentação ocorreu na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, e foi alvo de críticas de parlamentares da oposição ao governo.
A oposição contestou a proposta, alegando propaganda eleitoral antecipada e uso de recursos públicos. O Tribunal Superior Eleitoral rejeitou a ação, mantendo a homenagem, mas com alertas sobre o risco de ilícito. Mesmo assim, o recurso não impediu a exibição do desfile.
Controvérsias e desdobramentos jurídicos
Logo após o desfile, o Partido Novo anunciou que vai à Justiça Eleitoral para pedir a inelegibilidade de Lula, afirmando ter ocorrido propaganda antecipada financiada com recursos públicos, segundo o presidente da sigla, Eduardo Ribeiro.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o evento e informou que também acionará a Justiça, citando supostos crimes do PT na Sapucaí. Em outra linha, o deputado Zucco (PL-RS) defendeu apurar uso de recursos e possíveis impactos à liberdade religiosa, citando alegorias vistas como desrespeitosas a adversários.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) informou que vai ingressar com uma ação de improbidade administrativa no Ministério Público contra Lula e a escola. Caso haja confirmação de candidatura de Lula, ele afirmou que apresentará AIJE por abuso de poder político e econômico.
O senador Sergio Moro (União-PR) classificou o desfile como abuso de poder e comparou o evento a regimes autoritários, enquanto reforçava a necessidade de fiscalização. A oposição reiterou que continuará avaliando medidas cabíveis junto às autoridades competentes.
Repercussões políticas e participação institucional
O Legislativo ressaltou o papel de fiscalização e controle, com declarações sobre a condução do processo pelo TSE e por órgãos de controle. Parlamentares de oposição destacaram a importância de apuração cautelosa de eventuais irregularidades.
O presidente Lula publicou uma mensagem nas redes sociais elogiando o desfile, destacando as escolas citadas e reconhecendo a participação da Acadêmicos de Niterói, da Imperatriz Leopoldinense, da Portela e da Estação Primeira de Mangueira.
Na semana anterior, a Comissão de Ética Pública da Presidência emitiu recomendações sobre a participação de autoridades federais no Carnaval, em meio a controvérsias que já haviam sido levadas ao Judiciário. A primeira-dama Janja da Silva participou de ensaios, mas optou por não desfilar, citando segurança jurídica e a necessidade de evitar abusos contra a escola e o presidente.
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