- O Partido Liberal afirma que a Acadêmicos de Niterói promoveu ataque à imagem de Jair Bolsonaro e que o samba-enredo tem conotação político-eleitoral.
- O desfile homenageou Lula, com representações de Bolsonaro como bozo diante de cruzes e carro alegórico atrás das grades.
- O PL diz que o desfile materializou ilícitos eleitorais e que há base para responsabilização na Justiça Eleitoral; TSE e TCU teriam negado pedidos para barrar o desfile.
- Segundo o PL, houve financiamento igualitário da Embratur a todas as escolas da Série Especial do Carnaval; há ala com símbolo do partido e exploração de promessas de campanha.
- A Acadêmicos de Niterói afirmou ter sido perseguida politicamente durante o desenvolvimento do samba-enredo e pediu julgamento justo; a apuração do Carnaval de 2026 ocorre na quarta-feira 18.
O Partido Liberal acusou a Acadêmicos de Niterói de promover um ataque à imagem de Jair Bolsonaro durante o desfile de carnaval, com um samba-enredo que homenageia Lula. A crítica ocorreu após o desfile realizado na noite de ontem, no Rio de Janeiro, mostrando alegorias com Bolsonaro como Bozo em posição de riso diante de cruzes, associadas às mortes pela Covid-19.
Segundo o PL, o conjunto de alegorias configurou ilícitos eleitorais, exigindo responsabilização pela Justiça Eleitoral. Alega ainda que houve uso de símbolos partidários, exploração de promessas de campanha e tratamento depreciativo a opositores, configurando conotação político-eleitoral. O partido cita avanços de financiamento igualitário da Embratur para todas as escolas da Série Especial.
O TSE e o TCU haviam negado pedidos anteriores para impedir o desfile. Argumentos incluíram a impossibilidade de impedir possíveis ilícitos futuros de uma campanha antecipada, além de justificar o financiamento público. O PL aponta como agravante a alegação de que houve doação de empresários à escola, sob orientação da Presidência, o que, segundo o partido, violaria normas eleitorais.
A Acadêmicos de Niterói comentou nas redes sociais que não se curvou a pautas políticas. A escola afirmou ter sido alvo de perseguição política durante o desenvolvimento do samba sobre Lula e relatou tentativas de interferência na autonomia artística, com pedidos de mudança de enredo e questionamentos sobre a letra.
A agremiação pediu julgamento justo, técnico e transparente. A apuração sobre o Carnaval 2026 para as escolas do Rio está marcada para a quarta-feira (18). A nota não mencionou diretamente o PL ou a oposição, mas reforçou o pedido de apuração independente e clara.
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