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Reações políticas ao desfile envolvendo Lula na Sapucaí

Lula assiste ao desfile na Sapucaí; oposição acusa propaganda antecipada, mas TSE rejeita ações, enquanto se aponta distribuição de 12 milhões entre as escolas

O presidente Lula (PT) durante desfile na Marquês de Sapucaí sobre sua trajetória política
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  • Lula esteve na Sapucaí para acompanhar o desfile das escolas de samba no Rio, cumprimentando mestre-salas e porta-bandeiras; o samba-enredo retratou sua vida, e houve uma figura do bozo-presidiário em alusão a Jair Bolsonaro.
  • A presença gerou ações no Tribunal Superior Eleitoral por alegação de propaganda eleitoral antecipada, mas os pedidos foram rejeitados pela corte.
  • O debate também envolveu críticas de oposicionistas, com o senador Flávio Bolsonaro dizendo que Lula “esfola o povo” com impostos e usa o dinheiro para campanha.
  • O Tribunal de Contas da União apontou que um acordo entre Embratur e a Liesa destina 12 milhões de reais aos 12 escolas do Grupo Especial do Carnaval.
  • Deputados e governistas exaltarams o desfile sem mensagens de cunho eleitoral, enquanto o PT do Rio orientou militantes a não fazer pedidos de voto, números de urna ou slogans durante o evento.

O presidente Lula esteve na Marquês de Sapucaí neste domingo, 15, para acompanhar o desfile das escolas de samba do Rio. A homenagem ocorreu com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” apresentado pela Unidos de Niterói, que retratava a trajetória de Lula desde a infância até a presidência. O retorno do chefe do executivo ao link com o carnaval ocorreu apenas como espectador, sem publicações próprias sobre o tema.

Durante a passagem pela Sapucaí, Lula cumprimentou mestre-sala e porta-bandeira sem fazer discurso público sobre o samba-enredo. O desfile trouxe ainda uma referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro com uma figura de Bozo em alusão, gerando repercussão entre oposicionistas.

Reação política e desdobramentos

A participação movediu ações no Tribunal Superior Eleitoral, com alegações de propaganda eleitoral antecipada. Os pedidos foram rejeitados pela corte, mantendo a aparição fora de um ato oficial de campanha.

O Tribunal de Contas da União analisou o acordo entre Embratur e a Liesa, que determina a destinação de 12 milhões de reais entre as 12 escolas do Grupo Especial, contribuindo para o financiamento do Carnaval.

Diversos integrantes do espectro político reagiram de modo distinto. Senadores de oposição afirmaram que a participação poderia ter implicações eleitorais, enquanto apoiadores ressaltaram o caráter cultural do evento. Parlamentares do governo afirmaram manter a linha institucional, sem uso eleitoral.

O Novo sinalizou que pode requerer cassação de registro de candidatura caso Lula venha a registrar a candidatura, em um cenário de acalouradas disputas. Já o governador de Minas, Romeu Zema, criticou o desfile, considerado inacreditável pelos pontos de vista partidários.

O PT pediu aos seus militantes que evitassem ações com cunho eleitoral durante o Carnaval, reforçando a orientação de não veicular pedidos de voto, números de urna, slogans ou impulsionamento político no contexto do evento.

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