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Canavan diz que Hanson não está apta a liderar após críticas a muçulmanos

Canavan diz que Pauline Hanson não está apta a liderar um partido após críticas a muçulmanos; Kamper classifica as falas como repulsivas, preconceituosas e erradas

One Nation leader Pauline Hanson on Wednesday walked back some of the comments, mentioning that a Muslim candidate had previously run for her party.
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  • O senador Matt Canavan disse que Pauline Hanson não está apta para liderar um partido após críticas cada vez mais inflamadas sobre muçulmanos.
  • Hanson afirmou, em entrevista, que não há pessoas boas entre os muçulmanos, gerando reação de autoridades e parte da oposição.
  • O ministro de assuntos internos, Tony Burke, criticou as declarações; o ministro de multiculturalismo de New South Wales, Steve Kamper, classificou-as como “reprehensíveis, preconceituosas e erradas”.
  • Hanson recuou parcialmente em comentário feito na Sky News e, em entrevista à rádio ABC, mencionou que um candidato muçulmano já havia concorrido pelo partido, oferecendo uma desculpa condicionada caso tenha ofendido quem não acredita na sharia ou em califato, mas disse que não iria pedir desculpas.
  • O primeiro-ministro Anthony Albanese afirmou que Hanson tende a promover divisão; a notícia também envolve um processo por discriminação racial movido contra Hanson pela senadora Mehreen Faruqi, em que a derrota recente foi destacada.

O líder do One Nation, Pauline Hanson, enfrentou críticas após afirmações consideradas preconceituosas contra muçulmanos. O episódio ocorreu enquanto a deputada comentava sobre tentativas de retorno de mulheres e crianças australianas presas na Síria. A fala gerou reação de vários membros do governo e de autoridades locais.

Senador do Nacional, Matt Canavan, classificou as declarações de Hanson como totalmente anti-australianas e afirmou que a líder do One Nation não está apta para liderar um partido grande. Ele prometeu manter o debate dentro de padrões democráticos, sem ceder a provocações.

Hanson decidiu recuar parcialmente em entrevista à ABC, mencionando que uma candidata muçulmana já havia disputado a legenda, e apresentou uma possível desculpa condicionada se ofendeu quem não acredita na lei sharia ou em outros temas. Entretanto, ela reiterou que não pretende pedir desculpas de forma geral.

Reações oficiais vieram de diferentes frentes. O ministro de Assuntos Internos, Tony Burke, criticou as declarações, enquanto o ministro de Multiculturalismo de NSW, Steve Kamper, disse que as falas foram repreensíveis, preconceituosas e incorretas. Kamper destacou o risco de dividir a comunidade.

Bilal El-Hayek, prefeito de Canterbury-Bankstown, que inclui a mesquita de Lakemba, disse que as falas de Hanson buscam inflamar divisões em um momento de necessidade de coesão comunitária. Ele ressaltou que a região é multicultural e multi- fé e que a convivência costuma ser aceita entre moradores.

O primeiro-ministro Anthony Albanese classificou as falas como uma promoção de divisão, frisando que a líder não costuma apresentar soluções, apenas acusações de ressentimento. Hanson enfrenta ainda um processo judicial relacionado a uma acusação anterior de discriminação racial contra Mehreen Faruqi, senadora Greens.

Desdobramentos e contexto

Angus Taylor, novo líder do bloco oposicionista, afirmou defender a comunidade muçulmana, citando exemplos de moradores que atuam em sua base eleitoral. Já o tema volta aos holofotes em meio a disputas eleitorais em alerta para o cenário político de maior polarização.

A controvérsia ocorre em meio a uma disputa interna no espectro político australiano, com pescoços de garrote entre posições sobre imigração, integração cultural e leis civis. As críticas públicas enfatizam a necessidade de manter o tom institucional em pautas sensíveis.

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