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Funcionários de Trump processados por tentar apagar história e ciência em parques nacionais

Ação judicial questiona políticas do Serviço Nacional de Parques por supostamente apagar história e ciência; bandeira Pride removida no Monumento Stonewall, em Nova York

A Pride flag at the Stonewall national monument in New York.
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  • Conservação e organizações históricas processaram a administração de Donald Trump por políticas do National Park Service (NPS) que, segundo as queixas, apagam história e ciência dos parques nacionais.
  • Separadamente, defensores de direitos LGBTQ+ e preservação histórica processaram a agência pela remoção da bandeira Pride do Stonewall National Monument, em Nova York.
  • A ação aponta ordens do presidente e do secretário do Interior para remover ou censurar painéis que apresentam histórico factual e relevante, como escravidão, direitos civis, povos indígenas e ciência climática.
  • O processo cita quew um esforço federal de revisão de materiais interpretativos tem levado à retirada de conteúdos em locais como Independence National Historical Park, Selma to Montgomery National Historic Trail, Brown v. Board of Education National Historical Park e Glacier, entre outros.
  • As assessorias de Trump e do Interior negam parcial ou totalmente as acusações, afirmando que as revisões ainda não estão finalizadas; a ação sobre o Stonewall permanece em curso, com organizações as quais integram o grupo denunciante e a Casa Branca se posicionando.

Conservation and historical organizations questionaram na Justiça as políticas do National Park Service (NPS) sob a administração de Donald Trump. Ação movida em Boston acusa ordens do ex-presidente e do secretário do Interior, Doug Burgum, de retirar ou censurar exposições que abordam história e ciência factual, incluindo escravidão e mudanças climáticas. Os réus são o governo federal e o NPS.

Os grupos afirmam que há uma escalada recente de revisões de materiais interpretativos que impactam narrativas sobre o povo escravizado, direitos civis, povos indígenas, ciência climática e outros elementos centrais da experiência norte-americana. A coalizão envolve a National Parks Conservation Association, a American Association for State and Local History, a Association of National Park Rangers e a Union of Concerned Scientists.

Um caso paralelo, também apresentado na terça-feira, envolve organizações de direitos LGBTQ+ e preservação histórica. Elas contestam a remoção da bandeira Pride arco-íris do Stonewall National Monument, em Nova York, uma indicação simbólica da luta pelos direitos LGBTQ+. A defesa afirma que a retirada prejudica a contextualização histórica do local.

O processo sobre as exposições nos parques reitera que o alvo é a implementação de uma ordem executiva do governo federal para “restaurar a verdade e a sanidade à história americana” nos museus, parques e marcos. A determinação orienta o Interior a evitar elementos que apresentem a história de forma inadequadamente discriminatória.

Conforme o queixas, o esforço de revisão de materiais aumentou nos últimos meses, levando à retirada de itens que tratam de temas centrais como escravidão, direitos civis e impactos ambientais. Entre os locais citados estão o Independence National Historical Park, o Selma to Montgomery National Historic Trail e o Brown v Board of Education National Historical Park.

A ação também aponta casos específicos de remoção de textos em monumentos e parques, como descrições sobre a escravização de pessoas ligadas aos Washington, no Independence Hall, e material que aborda mudanças climáticas no Glacier National Park. Em alguns casos, os textos foram substituídos ou removidos.

Em resposta, o representante da Park Conservation Association afirmou que censurar ciência e apagar a história representam ameaças aos museus a céu aberto que são os parques nacionais. A organização destaca que esses espaços devem refletir fatos históricos e avanços científicos para o público.

O Departamento do Interior informou que recorreu da decisão judicial em Philadelphia e que materiais interpretativos futuros sobre a escravidão em Independence Hall seriam instalados sem a orientação de uma ordem judicial. Um porta-voz ressaltou que ações ainda não estão finalizadas.

A assessora da Casa Branca contestou as alegações, afirmando que o processo é prematuro e baseado em informações imprecisas. O Interior mantém que continua a revisão das exposições históricas, em conformidade com a ordem executiva, sem concluir as mudanças ainda.

Caso Stonewall

A ação sobre a bandeira Pride descreve a remoção como parte de uma série de ataques contra a comunidade LGBTQ+. A bandeira, instalada em 2022, foi retirada neste mês sob a justificativa de que o museu deveria exibir apenas bandeiras do Interior e de prisioneiros de guerra desaparecidos, com exceções para contexto histórico.

Segundo a denúncia, o recente ato não se aplica a outras bandeiras que ajudam a explicar o site, incluindo exemplos de contextos históricos relevantes. Líderes locais de Nova York e defensores ergueram novamente a bandeira no monumento Stonewall nesta semana.

Funcionários do Interior reiteraram críticas anteriores a autoridades de Nova York, que não participam diretamente do litígio. Articulistas e ex-funcionários ligados aos parques ressaltaram a importância de narrativas históricas precisas para o público.

Os processos permanecem em andamento em tribunais federais, com decisões que podem influenciar a forma como museus e parques interpretam sua história e ciência no futuro.

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