- Acadêmicos de Niterói foi rebaixada do Grupo Especial para a Série Ouro no Carnaval do Rio, ficando em último com 264,6 pontos.
- A escola homenageou o presidente Lula com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”; foi a estreia no Grupo Especial, e Lula acompanhou o desfile no camarote da prefeitura no domingo 15.
- A primeira-dama Rosângela Silva, a Janja, desmarcou participação como destaque de um dos carros diante de ações judiciais contra o desfile.
- A oposição havia acionado a Justiça Federal e o Tribunal Superior Eleitoral para alegar propaganda eleitoral antecipada, mas as ações foram rejeitadas; o partido Novo pode pedir inelegibilidade de Lula ao TSE.
- Durante o desfile, a Acadêmicos de Niterói citou Jair Bolsonaro como palhaço e presidiário, e houve reação de setores da direita com a campanha “Família em Conserva” em referência às lâminas do carro alegórico.
A Acadêmicos de Niterói foi rebaixada do Grupo Especial para a Série Ouro no Carnaval do Rio, nesta quarta-feira (18). A escola ficou em último lugar, com 264,6 pontos, após apresentar o enredo que exaltava o ex-presidente Lula. Era a estreia no Grupo Especial.
A apresentação ocorreu no Sambódromo do Rio, com Lula assistindo ao desfile no camarote da Prefeitura do Rio no último domingo (15). A primeira-dama Rosângela Lula, conhecida como Janja, optou por não desfilar como destaque de um dos carros.
Oposição e decisões judiciais marcaram o contexto pré-Carnaval. A Justiça Federal e o TSE receberam ações sobre possível propaganda eleitoral antecipada, mas todas foram rejeitadas. O Novo pleiteou a inelegibilidade do presidente ao TSE.
Controvérsias e desdobramentos
A escola também enfrentou críticas ao carro alegórico intitulado Conservadores em Conserva, que satirizava a Bíblia, evangélicos e o agronegócio. Em resposta, apoiadores da direita lançaram a tendência Família em Conserva nas redes sociais.
A Acadêmicos de Niterói divulgou nota dizendo ter sido alvo de perseguição política e ataques de setores conservadores e de gestores do Carnaval. A agremiação afirmou que houve tentativas de interferir em sua autonomia artística e de enquadrar o enredo.
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