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Arquivos de Epstein sugerem que poderosos não são punidos, diz pesquisa

Levantamento aponta que 69% entendem que elites não são responsabilizadas; danos atingem Goldman Sachs, Hyatt e figuras políticas

New Epstein images released by U.S. Justice Department
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  • Uma pesquisa Reuters/Ipsos aponta que 69% dos entrevistados avaliam que os Epstein files descrevem bem ou muito bem que pessoas ricas e poderosas raramente são responsabilizadas.
  • Outros 17% disseram que a declaração descreve suas opiniões parcialmente bem, enquanto 11% discordam.
  • O levantamento, online e nacional, ouviu 1.117 adultos nos EUA, com margem de erro de 3 pontos percentuais.
  • Documentos do Departamento de Justiça associam Epstein a figuras de governo, finanças, academia e negócios, antes e depois de seu acordo de 2008.
  • O caso gerou consequências em empresas e figuras, com demissões de executivos da Goldman Sachs e Hyatt, além de ligações de Hillary Clinton e do ex-aliado de Trump, Howard Lutnick, aos registros.

Em Washington, a divulgação de milhões de documentos vinculando Jeffrey Epstein a figuras influentes de política, negócios, academia e finanças reacende o debate sobre a atuação de elites nos EUA. O material foi liberado sob ordens do Congresso, após investigações governamentais que se estenderam ao longo de anos.

Um levantamento da Reuters/Ipsos mostra que a maioria dos estadounidenses acredita que pessoas ricas e poderosas raramente enfrentam responsabilização. Do total de entrevistados, 69% disseram que a afirmação sobre elites refletia muito bem ou extremamente bem seus pontos de vista.

Entre os respondentes, 17% disseram que a afirmação descrevia parcialmente sua visão, e 11% discordaram. A percepção de que as elites pouco respondem por seus atos é compartilhada por Republicans e Democrats, com mais de 80% afirmando que a ideia descreve seus pontos de vista ao menos parcialmente.

Desdobramentos e reações

Sempre sob o viés de investigação, as divulgações têm impactado o setor corporativo. Executivos da Goldman Sachs e da Hyatt Hotels anunciaram renúncias em decorrência de vínculos com Epstein, conforme os documentos.

Alguns nomes permanecem em posições de poder. E-mails revelam que Howard Lutnick, secretário de Comércio durante o governo Trump, visitou a ilha particular de Epstein em 2012 e o convidou para um evento em apoio à campanha de Hillary Clinton, em 2015.

Outra evidência mostra que Mehmet Oz, então administrador da CMS, enviou convite para uma festa de Dia dos Namorados em 2016 a Epstein. Não há acusações de crime envolvendo Lutnick ou Oz.

Contexto político

O ex-presidente Donald Trump, que teve laços sociais com Epstein na década de 1990 e 2000, nega conhecimento sobre crimes. Ele afirma ter rompido laços com Epstein no início dos anos 2000, antes de o financista firmar acordo.

A pesquisa aponta uma nação com expectativas baixas quanto à responsabilização de elites, mas com divisão partidária sobre o tempo de atenção que a sociedade deve dedicar ao assunto. Perguntados se é hora de seguir em frente, 67% dos republicanos disseram que a descrição descrevia bem ou parcialmente seu pensamento, ante 21% dos democratas.

A sondagem foi feita online e nacionalmente, com 1.117 adultos nos Estados Unidos e margem de erro de 3 pontos percentuais.

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