- A cidade de Social Circle, na Geórgia, com cerca de cinco mil habitantes, anunciou a venda de um galpão por 128 milhões de dólares para a imigração, com planos de manter até 10 mil detidos.
- Autoridades locais, incluindo o gerente da cidade, o prefeito e o chefe de polícia, se opõem aos planos de transformar o galpão em centro de detenção.
- Os receios envolvem queda de arrecadação de impostos e infraestrutura insuficiente de água, esgoto, polícia, ambulâncias e hospital, em uma cidade cuja rede de esgoto já está próxima do limite.
- A comunidade criou a coalizão One Circle Community Coalition, reunindo moradores de diferentes posições políticas para pressionar o governo federal.
- Até o momento, não houve contato de ICE com autoridades locais para discutir detalhes; uma reunião marcada com o serviço de cidadania e imigração não ocorreu.
O governo federal adquiriu um galpão vazio em Social Circle, cidade da Geórgia, por 128 milhões de dólares, com a finalidade de abrigar até 10 mil detentos, como parte de ações de imigração. O anúncio gerou reação local imediata.
Eric Taylor, gerente da cidade com cerca de 5 mil habitantes, declarou resistência à ideia de transformar o galpão em centro de detenção, até obter esclarecimentos diretos das autoridades federais. O prefeito e o chefe de polícia também se posicionaram contrários.
A aquisição foi anunciada no dia 8 de fevereiro, após o negócio ser revelado em reportagem do jornal local. O município, situado no interior, possui casarões do século 19, fazendas e áreas de produção agrícola ao redor.
A cidade levanta preocupações sobre impactos. A rede de água e esgoto, de infraestrutura antiga, pode enfrentar sobrecarga com o aumento de população. A prefeitura já investiu em melhorias com recursos locais antes da operação ser discutida.
Além disso, a prefeitura aponta que não há crédito de impostos para propriedades da união, o que muda o recolhimento de tributos locais. O galpão fica próximo a áreas residenciais e de serviços públicos, elevando receios entre moradores.
Um grupo local, formado por empresários e moradores de diferentes visões, criou a coalizão One Circle Community Coalition para acompanhar o tema. Eles já enviaram carta ao governo federal cobrando transparência e diálogo.
Na cidade, sondagens informais indicam oposição expressiva ao projeto. Em conversas no centro, moradores destacaram receios sobre segurança, inclusão de escolas e atuação policial diante de possíveis protestos.
Autoridades federais não entraram em contato com o governo municipal para discutir detalhes do projeto, segundo relato de representantes locais. Até o momento, não há confirmação de cronograma definitivo para o uso do espaço como detenção.
Membros da comunidade já relataram encontros prévios com parlamentares, sem resposta durante as tentativas de contato. A situação gera tensão local, com cidadãos buscando informações e limites entre interesse público e regional.
Entre na conversa da comunidade