- Refugiados birmaneses, principalmente membros da minoria Karen, chegaram aos EUA com apoio de igrejas locais e hoje enfrentam detenções envolvendo a operação PARRIS, lançada pelo DHS para reexaminar o status de refugiados já recebidos.
- As prisões ocorreram em Minnesota e em outras cidades, com pessoas detidas em suas casas, nas ruas e durante visitas domiciliares, sob a justificativa de reavaliação de elegibilidade para green card.
- Organizações de apoio e igrejas mobilizaram advogados, organizaram serviços de oração e conduziram famílias a abrigos temporários, além de buscar habeas corpus para impedir transferências entre estados.
- Críticos dizem que o processo tem falhas de due process, com detenções sem aviso, interrogatórios repetidos e deslocamentos para centros de detenção no Texas, gerando custos e insegurança para as famílias.
- Um juiz federal suspendeu temporariamente as prisões de refugiados em Minnesota, mas o governo recorreu; casos permanecem em aberto e a situação continua gerando incerteza entre as comunidades afetadas.
Dois oficiais de defesa de imigrantes anunciaram a operação PARRIS, voltada à reavaliação de casos de refugiados no Estados Unidos. A iniciativa aumentou a pressão sobre comunidades de refugiados cristãos, principalmente da etnia Karen, que tinham chegado ao país após violência em Myanmar.
No Minnesota, agentes federais passaram a prender refugiados legais em ruas, casas e espaços públicos. A operação envolve a reentrevista de refugiados sem green card há mais de um ano no país. Organizações de apoio relatam falhas no devido processo e questionam a base legal para detenções.
James, refugiado Karen que chegou aos EUA com a família há pouco mais de um ano, descreveu o medo de sair de casa. Ele liderou igrejas no campo de refugiados e está com status de visto de refugiado em revisão, com o conjunto de entrevistas em andamento.
A rede de igrejas locais, incluindo a Church of the Redeemer em St. Paul, tem trabalhado para apoiar a família de James, incluindo a organização de advogados e ajuda social. O acompanhamento comunitário inclui serviços de oração, redes de apoio e transporte para audiências legais.
O caso de uma mãe Karen, mãe de um bebê de cinco meses, ilustra a gravidade das detenções: ela foi presa em casa sem aviso prévio, separando-se do filho. A transferência para detenção em Texas ocorreu pouco depois, segundo documentos judiciais.
Advogados e pesquisadoras de migrantes apontam lacunas no processo: a maioria dos refugiados chegam ao país após extenso crivo internacional e governamental, com várias etapas de verificação antes da chegada. Não há justificativa legal clara para detenções retroativas.
Especialistas criticam o uso de habeas corpus como resposta rápida a prisões, afirmando que isso não substitui o devido processo e pode gerar custos adicionais ao governo. A ordem temporária de um tribunal no Minnesota restringe prisões, mas a situação pode mudar a qualquer momento.
Arrive Ministries e outras organizações de resgate temem que muitos refugiados fiquem sem documentos após as detenções, dificultando serviços básicos como emprego e condução. Os advogados trabalham para garantir direitos e reinterpretação dos casos.
Comunidades cristãs locais relatam desgaste na confiança nas autoridades de imigração. Igrejas fornecem linhas de apoio, intérpretes e informações sobre direitos legais, enquanto a situação permanece incerta para refugiados reintervistados.
Judge Michael J. Davis ordenou a liberação de uma das mulheres detidas, após críticas sobre o tratamento humano na separação de mãe e filho. A decisão não encerra a questão, que envolve avaliações de elegibilidade de refúgio já estabelecidas.
A DHS informou que a reavaliação começou por Minnesota e pode se expandir. Refugiados fora do estado aguardam possíveis implicações conforme o andamento legal avança. Os envolvidos pedem maior clareza nos procedimentos e tempo adequado para cada caso.
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