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Imigração sob Trump abala setor de hospitalidade, trabalhadores dizem

Crackdown imigratório dos EUA freia turismo e empregos na hotelaria, segundo relatório da Unite Here, maior sindicato do setor

Several thousand people protest ICE in Minnesota after the deaths of Renee Good and Alex Pretti on 16 February 2026 in Minneapolis.
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  • A Unite Here afirma que a repressão de imigração de Donald Trump reduziu empregos no setor de hospitalidade em 98 mil entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, e que quase um terço dos trabalhadores é imigrante.
  • A indústria estima que a receita com turismo caiu em US$ 1,2 bilhão (5,5%) no período de setembro de 2024 a setembro de 2025.
  • Segundo a entidade, a política migratória criou medo entre trabalhadores, com 16 funcionários de aeroportos detidos neste ano, mesmo sendo autorizados a trabalhar.
  • O relatório aponta que a presença de visitantes internacionais nos Estados Unidos diminuiu 2,5 milhões em 2025.
  • Desdobramentos regionais incluem queda no turismo canadense em Minnesota, fechamento recorde de restaurantes em Washington, queda de 7,5% no turismo em Las Vegas e perdas significativas para pequenos negócios em Minneapolis.

Dois a cada três meses, um pacote de medidas de imigração adotado pela administração de Donald Trump tem afetado a indústria de hospitalidade nos EUA. Segundo a Unite Here, maior sindicato de trabalhadores desse segmento, quase um terço dos empregados são imigrantes, e o enfrentamento de fronteiras tem freado ações locais, turismo e empregos.

Entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, a contagem de trabalhadores da hospitalidade recuou em 98 mil postos, segundo o levantamento da Unite Here, que representa cerca de 300 mil trabalhadores nos EUA e no Canadá. O órgão destaca ainda que a força de trabalho imigrante é relevante para hotéis, restaurantes, turismo e serviços correlatos.

A queda no turismo é apontada como reflexo direto da política de imigração. A Unite Here aponta queda de 1,2 bilhão de dólares na receita de turismo entre setembro de 2024 e setembro de 2025, correspondente a uma redução de 5,5%. A entidade atribui esse efeito à maior vigilância de fronteiras e a restrições de vistos.

Impactos regionais e setoriais

Wade Lüneburg, diretor político do sindicato em Minnesota, afirma que muitos trabalhadores se sentem obrigados a ficar em casa por medo. Em entrevista, ele cita detenções de trabalhadores autorizados a trabalhar em operações de fiscalização de imigração. O grupo não divulgou números oficiais sobre incidentes específicos.

Minnesota também enfrenta impactos no fluxo turístico internacional, com declines na visita de canadenses à região, o que reduz o movimento de voos internacionais ao estado. Pequenos negócios locais reportaram perdas de centenas de milhares de dólares em janeiro de 2026.

A situação é percebida em cidades como Washington DC e Las Vegas. Em DC, houve fechamento de restaurantes em 2025, e o ritmo de aberturas desacelerou. Em Las Vegas, o turismo registrou queda de cerca de 7,5% em 2025, conforme dados da indústria.

Shaleah Taylor, funcionária de quarto em Las Vegas, indica que há um ar de desaceleração no comércio, com clientes gastando menos. Em Atlantic City, uma empregada de hotel relata aumento de carga de trabalho devido à rotatividade reduzida de funcionários.

Visão oficial e perspectivas

A DHS e a Casa Branca não comentaram casos de trabalhadores detidos pela ICE. A administração sustenta que a remoção de indivíduos sem documentos aumenta a segurança e a atratividade de ambientes para negócios e turismo. Em resposta pública, representantes presidenciais ressaltam a disponibilidade de mão de obra nos EUA para setores produtivos.

Relatório de julho de 2025 indica que metas de deportação de até 4 milhões de pessoas poderiam gerar perdas de empregos para imigrantes e trabalhadores nascidos nos EUA, segundo estudo ligado ao tema. A pesquisa aponta impactos significativos principalmente em construção e assistência infantil.

A narrativa, segundo o sindicalista Gwen Mills, enfatiza que os impactos econômicos vão além do grupo imigrante, afetando turismo doméstico e a presença de visitantes estrangeiros. A pauta permanece sem mudança de cenário prevista pela administração federal.

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