- Merz questionou se faz sentido ter um caça tripulado de sexta geração em vinte anos, citando o alto custo do projeto FCAS.
- O FCAS, empreendimento franco-alemão-espanhol avaliado em cerca de cem bilhões de euros, está emperrado por disputas industriais.
- O chanceler sugeriu buscar parcerias com outros países europeus caso seja necessário manter um caça com tripulação.
- A tendência é que Alemanha e França discutam abandonar o desenvolvimento conjunto do caça, mas continuem cooperando em drones e na chamada nuvem de combate que conecta plataformas com e sem piloto.
- Merz ressaltou que necessidades variam entre os países: França defende um jato com capacidade nuclear e apto para porta-aviões, enquanto a Alemanha não vê essa necessidade no momento.
German Chancellor Friedrich Merz questionou se vale a pena desenvolver um caça tripulado de sexta geração para as Forças Armadas alemãs, citando o FCAS, projeto em dificuldades para manter tal aeronave.
Na semana passada, o ministro da Defesa, Boris Pistorius, disse que o destino do programa FCAS, envolvendo França, Alemanha e Espanha, ficaria claro em alguns dias.
Merz comentou no podcast Machtwechsel, na quarta-feira, sobre a utilidade de um caça tripulado em 20 anos e se o custo elevado é justificável, sugerindo parcerias com outros países caso seja necessária uma aeronave de quinta ou sexta geração.
O FCAS, no valor estimado de 100 bilhões de euros, foi lançado em 2017 para substituir os Rafales franceses e os Eurofighters produzidos pela joint-venture europeia, mas teve avanços travados por disputas industriais.
Desdobramentos
Insiders apontam a possibilidade de a Alemanha e a França abandonarem o desenvolvimento de um caça conjunto, mantendo cooperação em drones e na chamada combat cloud, a infraestrutura digital que liga plataformas pilotadas e não pilotadas no sistema FCAS. Merz destacou que as necessidades da França diferem das alemãs.
Segundo ele, a França busca um jato com capacidade nuclear e apto para pouso em porta-aviões, enquanto a Alemanha não necessita disso no momento. Caso não haja resolução, o andamento do projeto pode ficar comprometido.
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