- Ministros pediram que Lula expulsasse da Sapucaí a ala de famílias em latas de conserva para evitar polêmica, citando reação de evangélicos.
- O pedido contou com Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação, e Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União, além de Gleisi Hoffmann e Wellington Cesar.
- Lula manteve a defesa da liberdade de expressão da escola de samba, rejeitando censura de direita ou esquerda.
- Além das latas de conserva, houve controvérsia com a imagem de um palhaço enjaulado, associada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
- A homenagem a Lula gerou críticas de juristas como propaganda eleitoral antecipada, porém a Justiça Eleitoral não bloqueou o desfile; Marco Aurélio de Carvalho defendeu a recepção positiva ao presidente.
Ao tomar conhecimento da polêmica envolvendo a ala dos conservadores enlatados no desfile de samba, ministros pediram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientasse a diretoria da escola de samba a evitar a controvérsia. A ideia era conter a repercussão junto a segmentos religiosos.
Sidônio Palmeira, chefe da Secretaria de Comunicação, e Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União, defenderam a exclusão da ala que representou a família tradicional em latas de conserva, previsto para provocar setores evangélicos. As propostas buscavam evitar o confronto.
Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, e Wellington Cesar, da Justiça, também manifestaram posição semelhante em diferentes contatos com o governo. Mesmo assim, a decisão ficou com Lula.
Lula permaneceu firme na defesa da liberdade de expressão da escola de samba, argumentando que censura não deve ocorrer de qualquer lado. A posição foi anunciada como defesa da diversidade de manifestações culturais.
Além das latas de conserva, houve outra polêmica: um palhaço enjaulado com conotação sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso. A leitura gerou debates sobre limites de provocação artística.
Na Sapucaí, a repercussão ganhou contornos políticos, com ataques de deputados, senadores e influenciadores conservadores nas redes. Partes da oposição alegaram exposição de símbolos religiosos de forma provocativa.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticou o desfile, chamando-o de escárnio que atenta contra a fé cristã. Em defesa de Lula, juristas ligados ao grupo Prerrogativas destacaram receptividade positiva ao presidente.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que acompanhou a comitiva presidencial, afirmou que a avaliação sobre Lula foi positiva, com recepção por presidentes de diversas escolas. O episódio gerou ainda dúvidas sobre uso político da festa.
A polêmica também envolveu a Justiça Eleitoral, que não verifiou pedidos de proibição da apresentação, mantendo a exibição no desfile. Juristas consideraram a ação como propaganda eleitoral antecipada, embora sem decisão contrária.
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