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Novo defende servidores da Receita e aponta linchamento em causa própria

Novo defende auditores da Receita após Moraes afastar quatro investigados; classifica ação como linchamento virtual em causa própria

Moraes utilizou inquérito das Fake News para investigar servidores da receita. (Foto: Antonio Augusto/STF)
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  • Novo defende servidores da Receita Federal após o ministro do STF Alexandre de Moraes afastar quatro suspeitos de vazarem dados de ministros, do procurador-geral da República Paulo Gonet e de familiares.
  • A nota do STF ganhou atenção por citar nomes dos investigados; o Novo classificou o episódio como “linchamento virtual em causa própria” e pediu impeachment de Moraes e do ministro Dias Toffoli.
  • A apuração veio a público após vazamento de gravação de uma reunião que confirmou a saída de Toffoli do caso Master, com conteúdo divulgado pelo Poder 360.
  • O inquérito cita a Polícia Federal e aponta “bloco de acessos” sem justificativa funcional; entre as medidas previstas estão busca e apreensão, quebra de sigilos, proibição de deixar a residência e afastamento das funções.
  • A Unafisco rebateu, mencionando decisão de Moraes em 2019 ligada ao inquérito das fake news e argumentando que a Receita é um órgão de Estado e que auditores não devem virar bodes expiatórios.

O Novo saiu em defesa dos servidores da Receita Federal após o ministro do STF Alexandre de Moraes afastar quatro servidores suspeitos de vazarem dados de ministros, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de familiares. A ação ocorreu nesta quarta-feira (18) e envolve apurações em curso no âmbito de investigações em curso no STF.

A nota do Supremo chamou atenção por mencionar os nomes dos investigados, prática pouco comum em comunicados oficiais de Justiça ou da Polícia. O Novo classificou o episódio como um linchamento virtual em causa própria e pediu o impeachment de Moraes e do ministro Dias Toffoli, ligado aos inquéritos do caso Master.

A investigação veio a público após vazamento resultante da gravação de uma reunião que formalizou a saída de Toffoli do caso Master, com conteúdo divulgado pelo Poder 360. O STF descreveu, na apuração, que houve um bloco de acessos cuja análise não identificou justificativa funcional, segundo a Polícia Federal, e detalhou medidas como busca e apreensão, quebra de sigilos, proibição de deslocamento dos investigados e afastamento de funções.

A Unafisco reagiu à decisão, ressaltando outra atuação de Moraes contra servidores em 2019 e destacando que a Receita Federal é um órgão de Estado. A entidade defende que os auditores-fiscais não devem ser transformados em alvos de crises institucionais ou disputas que não lhes dizem respeito.

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