- A polícia apreendeu cinco cartazes de arte na Dissent Cafe, no centro de Canberrà, que retratam líderes mundiais, incluindo Netanyahu, Putin, Trump e Elon Musk, vestidos com uniformes nazistas.
- O local ficou fechado por cerca de duas horas na noite de quarta-feira enquanto a investigação avaliava possível violação das novas leis federais sobre símbolos de ódio.
- Os cartazes, criados pelo grupo Grow Up Art, foram removidos para detecção de eventual crime, e a área foi declarada cena de crime pela polícia.
- O dono da casa, David Howe, disse que as obras são uma “declaração antifascista” e que houve cancelamento de apresentação de uma banda de outro estado.
- Autoridades locais destacaram que há exceções para uso artístico, educacional ou científico, e alguns políticos questionaram a aplicação da lei no caso, defendendo a proteção da expressão artística.
Dissent Café, bar e casa de shows de Canberra, teve posters de arte usados como críticas políticas apreendidos pela polícia local. A operação ocorreu na noite de quarta-feira, quando a equipe policial encerrou o espaço por cerca de duas horas para investigar imagens consideradas ofensivas sob as leis federais sobre símbolos de ódio. A ação ainda não resultou em acusação.
Os posters, criação do coletivo Grow Up Art, mostravam líderes mundiais como Benjamin Netanyahu, Vladimir Putin e Donald Trump em uniformes nazistas, além de outros símbolos. O dono do espaço, David Howe, afirma que a mostra é uma declaração antifascista e que a interrupção cancelou uma apresentação de uma banda vinda de outro estado.
A Polícia de ACT confirmou que o local foi declarado cena de crime e que cinco posters foram apreendidos para apuração. A força ressaltou o compromisso de lidar com incidentes de ódio de forma rápida e rigorosa, quando possível responsabilizando criminalmente.
Sobre o enquadramento legal, a norma federal de símbolos de ódio vigente desde janeiro possui exceções para usos artísticos, educacionais, científicos ou literários, desde que não contrariem o interesse público. Howe disse que as obras representam resistência a regimes autoritários.
Senadores e representantes locais comentaram o caso em termos de equilíbrio entre expressão artística e proteção contra ódio. Um político independem ressalta a necessidade de proteção policial sem restringir protestos pacíficos, enquanto outro aponta dúvidas sobre a aplicação das exceções legais.
A notícia indica que há questionamentos sobre como a legislação vem sendo aplicada em situações de arte e dissenso político. Não houve confirmação sobre eventuais medidas adicionais ou desfecho definitivo do inquérito.
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