- Reform UK pretende restaurar integralmente o teto de benefícios por dois filhos, em um recuo político significativo.
- O programa Motability, que permite alugar veículo adaptado, seria reformulado para evitar abusos, com carros caros supostamente pagos por trabalhadores que não poderiam comprar.
- O acesso a benefícios ficaria limitado a nacionais britânicos; pedidos por “ansiedade leve, depressão” e condições similares seriam interrompidos, exigindo diagnóstico clínico para questões de saúde mental.
- A independência do Banco da Inglaterra seria mantida, e a OBR não seria abolida, segundo o último posicionamento do Tesouro.
- A reação incluiu críticas de Keir Starmer, que classificou a medida como vergonosa, enquanto Nigel Farage afirmou ter sido mal interpretado sobre as intenções da política.
Robert Jenrick, novo porta-voz do Tesouro do Reform UK, informou que o partido retomaria o teto de benefício de two-child na íntegra. A fala ocorreu em discurso no City of London, marcando uma guinada significativa para o partido, visto como crítico de políticas de assistência social.
Jenrick detalhou que a mudança faz parte de uma ofensiva ampla contra benefícios. Entre as medidas, o esquema Motability, que permite a locação de veículos adaptados para pessoas com deficiência, seria reformado para conter abusos. Além disso, apenas cidadãos britânicos poderiam receber benefícios, e benefícios por ansiedade ou depressão moderadas poderiam ser interrompidos sem diagnóstico clínico.
Mudanças significativas de tema
O governo de Reform UK também definirá critérios estritos para quem pode reivindicar benefícios. Pessoas com transtornos mentais teriam de apresentar diagnóstico clínico para evitar uso indevido. A equipe argumenta que é necessário balancear a assistência com responsabilidade fiscal.
Reações e contexto político
Kier Starmer qualificou o movimento como prejudicial, afirmando em redes sociais que a proposta mergulharia centenas de milhares de crianças na pobreza. Farage, líder do partido, inicialmente sugeriu manter o objetivo para famílias trabalhadoras, mas reconheceu que a estratégia enfrentava críticas.
Posição sobre instituições financeiras
Jenrick sinalizou que a independência da Bank of England seria preservada, assim como o Escritório de Responsabilidade Orçamentária (OBR). O tom contrasta com declarações anteriores de Farage sobre maior influência política sobre o banco central e a possível substituição de seu governador.
Avaliação de custos e contexto
O Tesouro, representado por Dan Tomlinson, contestou as críticas, argumentando que Reform teria compromissos de gastos sem financiamento. O Partido Trabalhista, por meio do sombra-ministro Mel Stride, questionou a seriedade econômica das propostas, citando lacunas em planos de gastos.
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