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Relatório aponta que criação de penduricalho foi prioridade absoluta do STJ

Relatório do STJ aponta prioridade às licenças compensatórias em gabinetes com alto volume de ações, com custo de 3,4 milhões de reais por mês aos cofres públicos

Em relatório, presidente do STJ destaca criação de licença compensatória como forma de valorizar os servidores. (Foto: Gustavo Lima/STJ)
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  • O Superior Tribunal de Justiça divulgou o relatório de gestão de agosto de 2024 a dezembro de 2025, destacando como prioridade aos gabinetes a edição de uma resolução que cria uma licença compensatória para servidores comissionados com alto volume de ações.
  • A licença permite folga de três dias a cada período, com até quatro folgas por mês, podendo ser convertidas em indenizações que ficam fora do teto salarial de R$ 46.366,19.
  • O Congresso já aprovou benefício similar; o presidente Lula vetou trechos que garantiam o pagamento por falta de regulamentação específica.
  • O impacto aos cofres públicos, somando STJ e Tribunal Superior do Trabalho, foi estimado em R$ 3,4 milhões por mês.
  • Além da licença, o STJ criou 193 cargos, sendo 118 para gabinetes; cada gabinete terá 38 servidores comissionados, e há estudos sobre supersalários, com pagamentos acima do teto envolvendo valores expressivos.

Em relatório de gestão divulgado pelo presidente do STJ, Herman Benjamin, o período de agosto de 2024 a dezembro de 2025 é apresentado com prioridade à criação de penduricalhos para gabinetes com alta demanda de ações. O documento cita a edição de uma resolução que institui uma licença compensatória para servidores comissionados de gabinetes.

A medida gerou controvérsia ao ser relacionada aos chamados penduricalhos, alvo de tensão entre o Judiciário e o STF, representado pelo ministro Flávio Dino. A licença permite folga a cada três dias de trabalho, com limite de quatro por mês, que pode ser convertida em indenização acima do teto salarial de 46.366,19 reais.

Lelizmente, o presidente Lula vetou, na quarta-feira, trechos que asseguravam o pagamento dessas indenizações por dependerem de regulamentação específica. O veto mira evitar despesas cujo custo não estaria claramente estabelecido.

Impacto financeiro e estrutura de gabinetes

Somado ao STJ, o TST adotou benefício semelhante, elevando o impacto público estimado em 3,4 milhões de reais por mês. O relatório aponta a medida como ferramenta de valorização do servidor, ao lado de outros instrumentos de atração, como adicional de qualificação.

O STJ também informou a criação de 193 vagas: 118 para cargos já disponíveis em 35 gabinetes, com cada gabinete recebendo 38 servidores comissionados. A instituição sustenta que a medida aumenta a atratividade da função e a eficiência administrativa.

A Constituição atual limita o teto remuneratório para ministros do STF, mas houve em 2005 uma emenda que retirou verbas indenizatórias dessa limitação. Estudos indicam que, entre agosto de 2024 e julho de 2025, pagamentos acima do teto chegaram a somar aproximadamente 20 bilhões de reais, segundo levantamentos do Movimento Pessoas à Frente.

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