- Mark Zuckerberg depõe no julgamento histórico sobre redes sociais e saúde mental de adolescentes, em que réus afirmam que a Meta projetou plataformas viciantes.
- O caso inicial, em Los Angeles, envolve KGM, uma mulher de 20 anos que afirma que uso compulsivo de YouTube e Instagram agravou depressão e pensamentos suicidas; há cerca de vinte casos‑sede no processo.
- A sessão ocorre uma semana após o CEO do Instagram, Adam Mosseri, negar que haja dependência clínica, descrevendo o uso elevado como “uso problemático”.
- A defesa sustenta que a saúde mental de KGM tem outros fatores, citando registros médicos que, segundo eles, mostram que o problema principal seria a vida familiar; a Meta nega causar impacto significativo.
- Além do processo na Califórnia, a empresa enfrenta litígios no Novo México e críticas sobre a eficácia de ferramentas de proteção de crianças, com ex-funcionários relatando resistência a avisos de segurança.
Mark Zuckerberg depõe em julgamento histórico sobre saúde mental de adolescentes
O fundador da Meta, Mark Zuckerberg, é chamado a depor em um caso piloto envolvendo redes sociais em Los Angeles. O processo questiona se plataformas como Instagram e YouTube são formuladas para manter usuários on-line de forma viciante. A audiência ocorre em um tribunal federal.
Os advogados dos autores afirmam que a Meta projetou deliberateamente seus produtos para induzir dependência entre jovens. Eles já apresentaram documentos internos alegados como evidência dos efeitos nocivos para a saúde mental de adolescentes.
O caso central envolve uma jovem de 20 anos, identificada como KGM, que afirma que o uso compulsivo de Instagram e YouTube agravou depressão e pensamentos suicidas. A ação é uma das chamadas decisões-pivô do conjunto de processos contra redes sociais.
Contexto do julgamento
Zuckerberg chegou ao tribunal após cumprir a rotina de segurança. Os réus defendem que a lei federal atual protege plataformas de responsabilização por conteúdos criados por usuários.
A defesa sustenta que a principal questão seria o ambiente familiar e não a dependência causada pelas plataformas. A petição também envolve outras empresas do setor, como TikTok e Snap, que já concluíram acordos com parte das ações.
Adam Mosseri, CEO do Instagram, depôs na semana anterior e contestou a ideia de dependência clínica, classificando o uso intenso como “uso problemático” similar a exceder o tempo na TV. Pesquisas associam impactos negativos à saúde de menores.
A acusação aponta documentos internos que, segundo eles, demonstram danos à saúde de jovens e questiona as políticas de proteção infantil da empresa. Em paralelo, a Meta enfrenta ações em Nova México por alegações de violação às leis locais de proteção ao consumidor.
Paralelamente, o tribunal acompanha outras ações relacionadas à segurança de menores em plataformas digitais, com expectativa de impactos financeiros e mudanças no desenho dos serviços. As audiências prosseguem nos próximos dias.
Entre na conversa da comunidade