- O governo britânico planeja legislação para permitir que proprietários e arrendatários abatam veados para proteger plantações e propriedades.
- A medida busca conter a superpopulação de veados na Inglaterra, que ocorre pela ausência de predadores naturais e pela introdução de espécies não nativas.
- Planos preveem planos de gestão de veados em todo o território público em dez anos e a identificação de áreas prioritárias nacionais para abatimentos direcionados.
- O sistema de subsídios será reformulado para pagar o abate de veados quando eles migram para fora de áreas florestais, viabilizando intervenções oportunas.
- O foco inclui reduzir a população de muntjac, com avaliação de sika e veado chinês para possível inclusão na lista de espécies invasoras, além de explorar o marketing da carne de veado para integrar à cadeia de suprimentos.
A mudança atende à necessidade de reduzir danos de cervídeos às florestas inglesas. O governo planeja legislação para garantir que proprietários e inquilinos tenham direito legal de abatê-los, visando proteger culturas e bens.
A secretária de Meio Ambiente, Emma Reynolds, pretende apresentar a medida com foco na gestão de cervídeos na Inglaterra. A mudança abre espaço para intervenções mais rápidas em áreas de alto dano ambiental e agrícola.
A proposta prevê que áreas públicas, geridas pelo governo, adotem planos de manejo de cervídeos em até 10 anos. Intervenções concentradas deverão ocorrer em regiões prioritárias nacionalmente identificadas.
Novo eixo de atuação
A estratégia muda o foco de depender de cercas e proteções para evitar danos, para controlar a população de cervídeos. O governo estabelecerá critérios para a identificação de áreas com maior impacto, com corte direcionado nesses locais.
O governo também reformula o sistema de subsídios. Antes, o pagamento aos proprietários ocorria apenas em áreas florestais; agora, a assistência poderá ocorrer quando os cervídeos migrarem para áreas fora de bosques, facilitando intervenções oportunas.
Especialistas citados indicam que a ausência de predadores naturais e mudanças climáticas ajudam a ampliar o efetivo de cervídeos na região. Lobos, ursos e linces foram extintos há anos, contribuindo para o aumento populacional.
Dentro das espécies mais problemáticas, a muntjac é foco prioritário por ser invasora. A avaliação sobre sika e cervídeos chineses pode levá-los a integrar a lista de espécies invasoras para ações urgentes.
A ministrante da Natureza, Mary Creagh, destacou que as florestas e a fauna nativa enfrentam pressão significativa. As novas medidas visam proteger árvores, sustentar a indústria de madeira e promover o reflorestamento.
O potencial de aproveitamento da carne de cervídeos também é levado em linha de ações. Há estudos sobre como comercializar e inserir a carne na cadeia de abastecimento, com o objetivo de viabilizar a gestão de população.
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