- Um projeto de lei na Itália propõe definir equinos — como cavalos, burros e mulas — como animais de estimação, tornando ilegal abatê-los.
- O texto, elaborado pela líder Michela Vittoria Brambilla e apoiado por partidos de oposição, também prevê prisão de até três anos e multa de até €100 mil para o abate de equídeos.
- O projeto inclui ainda registro obrigatório por microchip, um sistema de monitoramento nacional e um fundo de € six milhões para ajudar criadores a ajustarem seus negócios.
- A carne de cavalo é tradição em várias regiões italianas, embora o consumo tenha caído nos últimos anos; mesmo assim, o país continua entre os maiores importadores da carne na Europa.
- Críticos do texto argumentam que a proibição afetaria tradições gastronômicas regionais e a economia local, enquanto o apoio à mudança cultural permanece entre parte da população e entidades de defesa animal.
O emaranhado político italiano ganha um capítulo sobre proteção animal. A proposta envolve classificar equídeos como pets, tornando ilegal a sua morte para consumo. O texto foi elaborado pela deputada Michela Vittoria Brambilla, filiada ao Noi Moderati, parte da coalizão de governo.
A ideia, apoiada por partidos de oposição, prevê punição com prisão de até três anos e multa de até 100 mil euros para o abate de equídeos. Também determina microchip obrigatório e criação de um sistema nacional de monitoramento.
Debates e reações
O projeto ainda gera críticas. O ex-ministro da Agricultura Gian Marco Centinaio, do League, afirma que a proibição apagaria uma parte da história da culinária italiana, citando tradições regionais. Já Dario Damiani, do Forza Italia, aponta impactos econômicos e de empregos na cadeia regional.
Segundo dados recentes, o consumo de carne de cavalo vem caindo no país devido a mudanças culturais e questões éticas. Em pesquisa recente, 83% dos italianos disseram não consumir carne de cavalo, enquanto 17% relatam consumo mensal.
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