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Centrão antecipa janela eleitoral, amplia bancadas e reduz opções de PT e PL

Centrão amplia bancadas e antecipa janela, reduzindo espaço para PT e PL no Congresso e nas disputas regionais

Senador Alan Rick (de óculos) se filia ao Republicanos ao lado da colega Damares Alves
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  • A janela partidária começa antes de 6 de março, com trocas rápidas lideradas por PSD, Republicanos, Podemos e PP, diminuindo as chances de aumento de bancada de PT e PL.
  • Na Câmara, o PSD foi o partido que mais ganhou cadeiras, subindo de 42 para 47. Republicanos e Podemos vêm logo atrás, com quatro vagas a mais cada.
  • O Centrão é visto como espaço de manobra para filiados, permitindo base ou oposição a governos, o que ajuda siglas como PSD, MDB, União Brasil e Republicanos a crescer.
  • Kassab tem buscado lideranças regionais, com filiações de prefeitos e deputados; Raquel Lyra é citada como “cartão de visitas” do PSD, que já comanda dezenas de prefeituras em estados.
  • No Senado, o PL continua líder com quinze vagas, à frente do PSD, com 14; há especulações sobre candidaturas em São Paulo envolvendo Marina Silva e Simone Tebet.

O Centrão já iniciou mudanças partidárias antes da janela eleitoral, prevista para abrir em 6 de março. Deputados federais, estaduais, senadores e prefeitos migraram entre siglas como PSD, Republicanos, Podemos e PP, reduzindo as perspectivas de aumento de bancada para PT e PL.

O PSD foi o principal ganhador de cadeiras na Câmara, ampliando de 42 para 47 representantes desde 2023. Republicanos e Podemos apareceram logo atrás, com quatro vagas a mais cada um. A mobilidade reflete a flexibilidade estratégica das siglas que formam o Centrão.

A ideia de que o Centrão pode atuar como base de governo ou oposição facilita a movimentação. Segundo o cientista político Rodrigo Prando, siglas como PSD, MDB, União Brasil e Republicanos comandam ministérios do governo Lula, mantendo margem de manobra para filiados.

Cenário no Centrão

Sob a liderança de Kassab, o PSD atrai lideranças regionais. Em São Paulo, a legenda filiou sete parlamentares do PSDB e um do Cidadania. No Rio Grande do Sul, 31 prefeitos ingressaram na sigla desde a entrada do governador Eduardo Leite, em maio do ano passado.

Governadores e prefeitos com forte apelo popular passam a servir como cartões de visita. Além de Leite, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, tornou-se peça-chave para atrair quadros ao PSD. Na semana passada, a sigla ganhou o apoio de Joselito, prefeito de Gravatá, que deixou o Avante para se filiar ao PSD. Hoje, o partido comanda 76 das 185 prefeituras do estado.

Republicanos aposta em novos quadros com a influência de Hugo Motta, presidente da Câmara, e da senadora Damares Alves. Em novembro, Damares acompanhou a filiação de Alan Rick, pré-candidato ao governo do Acre. O partido registrou quatro cadeiras a mais na Câmara em comparação com o início da legislatura.

Cenário no Senado e nas disputas estaduais

No Legislativo, o PL segue na liderança na Câmara, apesar de perder cadeiras, e mantém 87 deputados. No Senado, o PL alcançou 15 vagas, superando o PSD, com 14 senadores. A corrida pelo Senado também acende especulações sobre chapas em São Paulo.

A disputa por vagas no Senado paulista envolve rumores de possíveis trocas de ministérios. Marina Silva, hoje na Rede, recebe convites de PT, PSB e PSOL. Simone Tebet, do MDB, é aguardada pelo PSB, alimentando o debate sobre alianças regionais.

PT e o movimento nos estados

PT e PL enfrentam dificuldades para ampliar seus quadros e lançar nomes fortes para governo e Senado. Ainda perto da abertura da janela, nenhuma filiação de peso foi anunciada para a disputa. A sigla tem como aposta Marina Silva para disputar o Senado por São Paulo, caso aceite o retorno ao partido.

Além disso, há menção de nomes como Raí, Drauzio Varella e Neguinho da Beija-Flor como potenciais outsiders, sem confirmação recente de filiação. A direção petista trabalha para consolidar opções de candidatura ao Senado e a governos estaduais, com foco em ampliar a base de apoio.

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