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Desembargador nega remoção de post de Bia Kicis que associa PT ao narcotráfico

Desembargador do TJ do Distrito Federal nega remoção de post de Bia Kicis que associa PT ao narcotráfico; decisão aponta repercussão transitória

A deputada Bia Kicis (PSL-DF) é relatora da proposta. Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
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  • O desembargador Teófilo Caetano, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, negou o pedido do PT para remover a publicação de Bia Kicis que associa o PT ao narcotráfico.
  • Na postagem, a deputada escreveu: “Lula, presidente dos traficantes! PT Partido dos Traficantes” no X (ex-Twitter), conteúdo com mais de 1 milhão de interações há quatro meses.
  • A decisão afirma que, embora tenha havido grande repercussão na época, esse efeito é transitório e não configura urgência suficiente para a tutela pleiteada.
  • O PT alegou uso desonesto da imunidade parlamentar e da liberdade de expressão para degradar sua honra, citando ainda outros bolsonaristas que tiveram conteúdos questionados.
  • Cabe recurso; a decisão de primeira instância havia negado o pedido inicialmente e a defesa do PT ainda não se manifestou.

O desembargador Teófilo Caetano, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, negou pedido do PT para remover publicação da deputada bolsonarista Bia Kicis que associa o PT ao narcotráfico. A decisão foi assinada na semana passada e publicada nesta quinta-feira (19).

Na postagem, Kicis escreveu: Lula, presidente dos traficantes! PT Partido dos Traficantes. A mensagem recebeu mais de 1 milhão de interações e ficou entre os assuntos mais comentados na rede social X, em meio a uma megaoperação que ocorreu no Rio de Janeiro em novembro.

Para Caetano, mesmo reconhecendo o alcance da publicação na época, a repercussão não caracteriza urgência suficiente para a medida de remoção. O magistrado aponta que o tema é transitório e não justificaria tutela de urgência em testilha, cabendo recurso.

O PT argumentou que a postagem representou uso desonesto da imunidade parlamentar e da liberdade de expressão, além de tentativa de degradação da honra e de associar a sigla ao crime organizado. A defesa do partido, procurada, não se manifestou.

Inicialmente, a Justiça de 1ª instância já havia negado a remoção. Além de Kicis, o TJ-DF também avaliou conteúdos de outros bolsonaristas, como Nikolas Ferreira e Flávio Bolsonaro, em casos semelhantes.

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