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Esposa de Ramagem vê retorno ao trabalho presencial como perseguição.

Esposa de Ramagem vê retorno presencial como perseguição política em Roraima, citando suspensão salarial e desdobramentos legais.

Rebeca Ramagem, mulher de Alexandre Ramagem, em vídeo no Instagram
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  • Rebeca Ramagem, procuradora da PGE-RR e mulher do deputado Alexandre Ramagem, classificou o retorno ao trabalho presencial como perseguição política pelo governo de Roraima.
  • Ela afirma ter trabalhado remotamente desde 2016 e diz que a suspensão do teletrabalho obriga a presença física.
  • Em vídeo no Instagram, a procuradora destacou suposta perseguição, citando salário suspenso pelo STF e perícia por telemedicina desconsiderada pela junta médica.
  • A PGE-RR afirmou que atividades são “integralmente online” e que não há justificativa técnica para exigir presença física, mantendo o regime remoto.
  • Ramagem foi condenado a dezesseis anos de prisão, fugiu para os Estados Unidos, houve solicitação de extradição e o mandato dele foi cassado pela Câmara em dezembro.

A servidora pública Rebeca Ramagem, esposa do deputado federal Alexandre Ramagem, classificou a ordem de retorno ao trabalho presencial como perseguição política por parte do governo de Roraima. Ela atua na Procuradoria-Geral do Estado de Roraima (PGE-RR) desde 2015 e foi convocada a voltar ao regime presencial.

Rebeca afirma ter trabalhado remotamente desde 2016, assim como cerca de um terço dos procuradores do órgão. Ela foi informada de que deveria retornar ao presencial, o que, segundo ela, contraria o funcionamento remoto dos serviços.

Em vídeo publicado no Instagram, a procuradora acusou o procurador-geral do estado, Tyrone Mourão, de agir de forma desproporcional e arbitrária ao suspender o teletrabalho. Ela também citou supostas perseguições administrativas para justificar o retorno.

Alega ainda ter tido salário suspenso pelo STF e ter tido uma perícia por telemedicina invalidada pela junta médica. Rebeca afirma que a atuação do PGE segue no sentido do cumprimento de uma agenda de perseguição.

Segundo ela, o serviço na PGE-RR é realizado de forma integralmente online. Ela destacou que protocolos, audiências e despachos ocorrem por canais digitais, sem justificativa técnica para exigir presença física.

Ela ressaltou que continua à disposição para cumprir funções públicas, mesmo com o salário suspenso, mas que tem encontrado resistência para contribuir. A Procuradoria não respondeu até a publicação.

A reportagem não obteve resposta oficial da PGE-RR para comentar o caso. O espaço permanece aberto para manifestações oficiais da instituição.

Contexto adicional

Rebeca não trabalha há mais de três meses. Ela saiu de férias em 17 de novembro para acompanhar o marido nos EUA, onde ele está foragido da Justiça. As férias foram estendidas até 19 de dezembro e, depois, houve pedido de licença médica.

O salário bruto de Rebeca é de cerca de R$ 46 mil mensais, e ela está lotada na Coordenadoria da PGE-RR em Brasília desde agosto de 2020, responsável pela atuação nos tribunais superiores.

Ramagem, condenado a 16 anos em processo relacionado a violação de prerrogativas, fugiu para os Estados Unidos em setembro. O ministro Alexandre de Moraes decretou sua prisão, após pedido da Polícia Federal, e a Câmara cassou o mandato em dezembro.

O Ministério da Justiça informou ter solicitado a extradição de Ramagem ao Ministério das Relações Exteriores. A Câmara também cassou o mandato de Ramagem, com base em futuras faltas que poderiam superar o limite legal, dado o julgamento do STF.

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