- Global Counsel, firma de consultoria co-fundada por Peter Mandelson, pediu à justiça a nomeação da Interpath como administradora da empresa, diante de um “maelstro” causado pelas revelações sobre Mandelson e Epstein.
- A companhia enfrenta saída de clientes importantes, como Barclays, Tesco e a Premier League, mesmo após tentar se distanciar dos co-fundadores.
- Mandelson teria buscado orientação de Epstein na criação da Global Counsel em 2010, pouco após deixar o cargo, o que contribuiu para a crise reputacional.
- A Wegg-Prosser, atual diretor executivo, deixou o cargo recentemente e Mandelson vendeu suas ações na empresa; a gestão aponta que o legado de Mandelson impacta a percepção externa.
- A Global Counsel emprega cerca de 100 pessoas em Londres, Berlim, Bruxelas, Doha e Cingapura, e informou que, se houver continuação de serviços, será em base limitada, com redundâncias previstas.
Global Counsel, firma de consultoria cofundada por Peter Mandelson, pediu a instauração de administração para a empresa, em meio a uma crise movida pelas revelações envolvendo Mandelson e Jeffrey Epstein. A falência administrativa visa a recuperação de ativos, segundo nota no LinkedIn.
A firma enfrenta saída de clientes importantes nos últimos dias, incluindo Barclays, Tesco e a Premier League. A empresa tentou cortar laços com Mandelson e com o cofundador Benjamin Wegg-Prosser, mas a pressão da imprensa e de parceiros persistiu.
A origem do problema remonta a 2010, quando Mandelson buscou aconselhamento de Epstein para montar o negócio após deixar o cargo público, conforme reportado pelo Financial Times. A notícia desencadeou surtos de desgaste reputacional.
Global Counsel confirmou que solicitou ao tribunal a nomeação da Interpath como administradora para assumir a gestão e venda de ativos. A empresa informou que o legado de Mandelson complicou a continuidade dos negócios.
A organização emprega cerca de 100 funcionários em cidades como Londres, Berlim, Bruxelas, Doha e Cingapura. O conselho elogiou a resiliência dos trabalhadores e disse que acionistas sofreram perdas sem culpa própria.
Wegg-Prosser deixou o cargo de CEO no início deste mês, enquanto Mandelson vendeu suas ações. Mesmo assim, a saída de clientes não foi contornada, e companhias como Klarna, Phoenix Group e KKR também reduziram relações.
Além disso, a Vodafone colocou sob revisão seu contrato com a Global Counsel. A GSK afirmou não ter planos de retomar vínculos com a empresa no futuro, segundo relatos os quais também impactaram a operação.
As informações indicam que Mandelson procurou Epstein para planejar a fundação da Global Counsel, e Wegg-Prosser teria se reunido com Epstein durante o período de gestão dele, sob condições que não caracterizaram continuidade dos negócios.
Entre na conversa da comunidade